O diplomata ugandense Olara Otunnu entrou na disputa para se tornar o próximo secretário-geral das Nações Unidas, tornando-se o sétimo candidato a suceder António Guterres quando este deixar o cargo no final deste ano.Otunnu, ex-subsecretário-geral da ONU que atuou como representante especial para crianças e conflitos armados, foi indicado por Uganda em uma carta enviada na sexta-feira (24) aos presidentes da Assembleia Geral e do Conselho de Segurança da ONU.Aos 75 anos, ele é o mais velho entre os atuais candidatos ao cargo, que Guterres ocupou por dois mandatos de cinco anos.O sucessor de Guterres terá a tarefa de revitalizar uma organização em crise e em declínio, que está sob crescente pressão para reformar uma burocracia inchada e onerosa e eliminar a duplicação de esforços entre suas diversas agências.Leia também: Lula reafirma apoio à candidatura de Michelle Bachelet à ONU após reunião no PlanaltoEm sua declaração de visão, Otunnu enfatizou a necessidade de dar continuidade às reformas institucionais e afirmou que dará prioridade imediata aos esforços para ajudar a pôr fim aos principais conflitos internacionais. Ele também se comprometeu a trabalhar para estabelecer um órgão que supervisione o trabalho da ONU em inteligência artificial e destacou a necessidade de ações contra as mudanças climáticas que não prejudiquem o desenvolvimento econômico.Sete candidatosOs outros candidatos são Rafael Grossi, da Argentina, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica da ONU; a ex-presidente chilena Michelle Bachelet; Rebeca Grynspan, ex-vice-presidente da Costa Rica; Maria Fernanda Espinosa, ex-ministra das Relações Exteriores e da Defesa do Equador; Carolyn Rodrigues-Birkett, ex-ministra das Relações Exteriores da Guiana; e Macky Sall, ex-presidente do Senegal.O processo de seleção deve começar para valer nesta semana, com pesquisas informais no Conselho de Segurança, composto por 15 países, com o objetivo de reduzir o número de candidatos. Outros candidatos ainda podem entrar na disputa.Diplomatas afirmam que não há um favorito claro, embora haja uma opinião generalizada de que é a vez da América Latina indicar o líder da ONU e tenha havido apoio para que uma mulher assuma o cargo pela primeira vez.Especialistas afirmam que a chave para o sucesso será evitar um veto por parte de um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, especialmente da China, da Rússia ou dos Estados Unidos.The post Olara Otunnu, diplomata de Uganda entra em disputa para comandar a ONU appeared first on InfoMoney.
