Operação da PF mira lavagem de dinheiro vinda do desvio de recursos públicos

Blog

A Polícia Federal faz, nesta terça-feira, a segunda fase da Operação Anafóra, que visa a combater a lavagem de dinheiro vindo do desvio de recurso públicos, especialmente aqueles destinados à área da saúde. Agentes cumprem 14 mandados de busca e apreensão — dez deles expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal e outros quatro pelo TRF2, em razão do atual entendimento do STF sobre a manutenção do foro privilegiado de envolvidos, mesmo após o término do mandato. Os endereços ligados aos investigados são nas cidades do Rio, de Niterói, na Região Metropolitana, e em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.A apuração sobre a lavagem de dinheiro foi aprofundada após a deflagração da primeira fase da operação, em 2022. Foi apurado que investigados mantêm bens próprios em nome de terceiros, realizam despesas incompatíveis com sua condição financeira e participam de negociações vinculadas a imóveis.Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, fraude a licitação e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de outros que venham a surgir no decorrer das investigações.Leia tambémSTF tem 9 votos para liberar parte dos ‘penduricalhos’ a juízes e membros do MPEm março, o Supremo havia barrado esses pagamentos, mas uma chuva de embargos de declaração levou ao julgamento atual desses recursosFux vai assumir Segunda Turma do STF em meio a tensão do caso MasterFux deve assumir lugar de Gilmar Mende em agosto, em meio às críticas do ministro sobre a condução de André Mendonça na relatoria do casoPrimeira faseEm sua primeira fase, o objetivo da Operação Anáfora foi investigar um suposto favorecimento na contratação de cooperativa de trabalho pelo município de Duque de Caxias, por valores que, somados o contrato e seus aditivos, totalizavam R$ 563,5 milhões em pouco mais de dois anos. Na ocasião, um dos alvos da operação foi o ex-prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis (MDB), à época candidato a vice-governador na chapa de Claudio Castro (PL). Os agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão na casa de Reis.De acordo com a decisão da Justiça que autorizou a busca e apreensão na ocasião, a PF narrou as suspeitas de favorecimento na contratação, pela prefeitura de Duque de Caxias, da Renascer Cooperativa de Trabalho (Renacoop), para a prestação de serviços médicos e afins especializados na rede de saúde municipal. A corporação apontou ainda indícios de sobrepreço nesse processo. E levantou suspeitas sobre uma suposta doação de tanques-rede para a criação de peixes na Fazenda Paraíso, centro de tratamento de dependentes químicos do município.Na ocasião, em nota, Reis confirmou ter recebido agentes da Polícia Federal em sua casa, “com mandados de busca e apreensão em uma investigação sobre um suposto favorecimento em contratos de uma cooperativa de trabalho. Washington destaca que atendeu aos policiais e se colocou à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários. A polícia fez o seu trabalho, sem nenhum tipo de interrupção ou dificuldade e nada foi encontrado”.O ex-prefeito disse ainda que os policiais estiveram também “na Fazenda Paraíso, com outros mandados de busca e apreensão, para averiguação, onde também não encontraram nada ilegal, apenas o espaço em seu funcionamento regular onde, neste momento, mais de 60 dependentes químicos encontram-se em tratamento já que o local é o maior centro de recuperação de dependentes químicos do país”.Já o então governador e candidato à reeleição ao Governo do Rio, Cláudio Castro, afirmou respeitar o trabalho da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU) e aguardar os desdobramentos da operação. The post Operação da PF mira lavagem de dinheiro vinda do desvio de recursos públicos appeared first on InfoMoney.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *