A Operação Magen, deflagrada nesta manhã Pela Polícia Federal (PF) em conjunto pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), cumpre sete mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão para desarticular grupo criminoso especializado no comércio ilegal de armas, vazamento de dados restritos da segurança pública, prática de usura e lavagem de capitais para facção criminosa atuante no chamado “Complexo de Israel”, na Zona Norte da cidade, área de atuação do Terceiro Comando Puro (TCP) sob o comando de Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão. Dos dez investigados, cinco já foram presos, um deles em um hotel na Barra da Tijuca, segundo informações do Bom Dia Rio, da TV Globo.Leia tambémJoão de Deus e centro espírita são condenados em R$ 20 milhões por danos moraisPessoas que comprovem ter sido vítimas nos casos analisados poderão requerer na Justiça, em até 5 anos, indenização por danos pessoaisAgentes estão em endereços localizados em diversos bairros do Rio (Barra da Tijuca, Copacabana, Parada de Lucas e Vila da Penha), além dos municípios de Nova Iguaçu, Mesquita, Seropédica e Nilópolis, na Baixada Fluminense e Angra dos Reis, na Costa Verde. São cumpridas, ainda, medidas cautelares diversas da prisão contra investigados vinculados à estrutura patrimonial e financeira do grupo, cumuladas com monitoramento eletrônico (tornozeleira).De acordo com as investigações conduzidas pelo Grupo de Investigações Sensíveis (GISE/PF/RJ) e pelo Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (GAESF/MPRJ), a organização criminosa mantinha um núcleo estruturado para a obtenção, transporte e revenda clandestina de material bélico. Ainda segundo as investigações, o grupo comercializava fuzis de uso restrito, revólveres, pistolas, carregadores e munições. Em uma ocasião, os investigados chegaram a fornecer dez fuzis AR-15 diretamente à principal liderança da facção criminosa que opera no Complexo de Israel.As investigações mostram ainda que o grupo recebia fuzis e equipamentos policiais como forma de comissão ou pagamento pelas transações. Os criminosos contavam ainda com a atuação de agentes da segurança pública, entre eles um policial civil e um policial militar da ativa, além de ex-policiais. Esses agentes utilizavam o acesso funcional a sistemas restritos da Administração Pública, segundo os investigadores.Conforme as apurações da PF, esses servidores consultavam e repassavam aos líderes da quadrilha informações sigilosas referentes a mandados de prisão em aberto, endereços, registros de veículos e alvos de ações policiais em andamento. Os dados de uso restrito eram exploradas tanto para alertar comparsas e evitar a repressão policial, quanto para conduzir investigações clandestinas voltadas à extorsão e à obtenção de lucros ilícitos.As apurações da Polícia Federal revelaram que os operadores do esquema movimentaram mais de R$ 100 milhões em um intervalo de quatro anos, entre contas pessoais e de pessoas jurídicas de fachada. O montante é manifestamente incompatível com as rendas declaradas dos investigados. Os envolvidos foram denunciados pelo MPRJ e responderão pelos crimes de organização criminosa armada, comércio ilegal de armas de fogo e munições, violação de sigilo funcional, usura e lavagem de capitais, sem prejuízo de eventuais outros delitos que possam ser revelados no curso das apurações. The post Operação investiga policiais acusados de vender armas e vazar informações para Peixão appeared first on InfoMoney.
