Opinião alheia, preço, parcelado sem juros: o que move o brasileiro na Black Friday?

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O consumidor está mais desconfiado sobre supostas promoções na Black Friday, mas segue respondendo a gatilhos de marketing e considerando a opinião alheia na hora de fazer uma compra. É o que mostra um levantamento inédito da Fundação Procon-SP sobre o comportamento do consumidor no comércio em geral, com ênfase para a data.A enquete, realizada pelo Núcleo de Pesquisas da Diretoria de Estudos e Pesquisa, foi disponibilizada para o público que acessa o site e redes sociais da instituição entre 30 de outubro e 17 de novembro. Quando perguntados sobre o que mais influencia a sua decisão de compra durante a Black Friday, apenas 1,96% apontou para a indicação de amigos e familiares – taxa muito inferior do que a dos critérios preço final (66%), percentual de desconto (14,4%) e confiança no site ou loja 11,8%.Apesar disso, quando perguntados se já compraram algo em promoção só porque outras pessoas estavam comprando ou comentando, apenas 28% responderam “Nunca”, contra 72% admitindo que já compraram influenciados (7,3%, “Sim, várias vezes”; 27%, “Algumas vezes”; e 37,8%, “Raramente”).Outro estudo recente comprovou a relevância da opinião alheia na hora de comprar: 44% dos consumidores alegaram desistir da compra quando não encontram comentários ou avaliações de outros compradores, segundo a pesquisa State of Search Brasil 6, realizada pela Hedgehog Digital e compartilhada com o InfoMoney com exclusividade.Consumidores desconfiadosSegundo o Procon-SP, 76,47% desses compradores já se sentiram enganados pelo menos uma vez na data na Black Friday. Porém, mesmo desconfiados, 88,15% acompanham ofertas durante a data e 77,78% acreditam que participar da Black Friday é uma forma de economizar.“A contradição é evidente. O consumidor acompanha, pesquisa e quer aproveitar promoções, mas frequentemente conclui que o desconto não era o que parecia”, avalia o Procon. Gatilhos de marketing ainda funcionamAs mensagens mais comuns nas campanhas da Black Friday, como “só hoje”, “estoque limitado” ou “últimas unidades”, continuam provocando forte reação emocional e acelerando decisões dos consumidores, ainda que estejam mais críticos: 38,3% afirmam que param e analisam antes de decidir; 24,32% dizem que “depende do produto” e 5,17% admitem comprar rapidamente por medo de perder a oferta.Outro ponto sensível é o famoso “parcelamento sem juros”: 42,55% dos entrevistados já descobriram, só depois, que a operação não era realmente isenta de juros. Ou seja, a promessa de facilidade no pagamento continua sendo um dos maiores focos de frustração e desinformação.Leia mais: Black Friday deve repetir boom de compras básicas, com cautela dos consumidoresOrientaçõesO órgão reforça que os varejistas devem cumprir as regras do Código de Defesa do Consumidor, garantindo:informações claras sobre preço total (inclusive frete), características do produto e condições de pagamento;respeito às ofertas publicadas;políticas de troca transparentes;proibição de práticas abusivas, como venda casada, limitação injustificada de meios de pagamento e aumento artificial de preços.A Fundação orienta ainda que o consumidor pesquise preços com antecedência, desconfie de mensagens que criam pressão emocional e denuncie qualquer oferta enganosa.Além disso, quem tiver problemas com suas compras durante a Black Friday poderá registrar uma reclamação no Procon-SP – há um atalho na página de registro, onde é possível classificar a queixa, permitindo maior agilidade para os especialistas intermediarem uma solução.The post Opinião alheia, preço, parcelado sem juros: o que move o brasileiro na Black Friday? appeared first on InfoMoney.

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