Os planos da XP para consolidar papel de agente transformador da previdência no País

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A indústria de previdência privada no Brasil ultrapassou R$ 1,5 trilhão em ativos e vive um momento de transformação profunda — e a XP (XPBR31) quer estar no centro dessa mudança. Com uma plataforma que reúne hoje cerca de 300 fundos de 130 gestoras, a corretora defende que a previdência deixou de ser um simples benefício fiscal para se tornar a espinha dorsal do planejamento financeiro de longo prazo dos investidores.O argumento é direto: quem confia o dinheiro de aposentadoria a um assessor está fazendo a maior prova de confiança possível. “Quando ele te dá isso, é que ele realmente está comprometido com você. Ele te deu o dinheiro dele de longo prazo”, disse Leon Goldberg, head de gestão de portfólio da XP, destacando que esse vínculo é mais duradouro e valioso do que qualquer outra relação de investimento.A avaliação foi feita durante a Semana de Previdência XP, programa apresentado pela analista Clara Sodré, com a participação de Goldberg e de Rodrigo Saldanha, head de previdência da XP. O encontro traçou um histórico da transformação do mercado previdenciário e do papel que a corretora desempenhou nessa virada ao longo de uma década.Veja mais: Previdência privada ultrapassa R$ 1,7 tri e vira motor de investimento sofisticadoE também: Herança sem inventário? Como PGBL e VGBL entram no planejamento sucessórioDa papelada ao marketplace digitalGoldberg entrou na XP no fim de 2015, quando a plataforma de fundos era relativamente pequena e a previdência ocupava papel secundário — tratada quase como um instrumento fiscal, e não como ferramenta de construção de patrimônio. O mercado era dominado por produtos bancários caros, com taxas de carregamento elevadas e gestão de baixa sofisticação. “Era uma indústria repleta de produtos de baixa qualidade”, afirmou.A receita da JiveMauá para driblar restrições e elevar ganho em fundos de previdênciaANCORD Week: XP e Rafael Toro oferecem lives gratuitas para futuros assessoresA corretora decidiu replicar no universo previdenciário o modelo que já havia revolucionado a plataforma de fundos: abrir o mercado para gestoras independentes, aumentar a competição e derrubar as taxas. Para isso, foi necessário convencer o regulador. A XP trabalhou junto à Susep, a superintendência que regula o setor, para flexibilizar os mandatos dos fundos e permitir uma alocação mais diversificada e sofisticada. “Só faltava alguém puxar a pauta”, disse Goldberg.A digitalização veio logo em seguida e foi igualmente transformadora. Saldanha lembrou que, quando começou no setor em 2010, contratos eram feitos com papel carbono. Em 2019, a XP já tinha todo o processo digitalizado e integrado em sua plataforma. “Conseguimos deixar algo que era muito burocrático, muito fácil para o nosso cliente”— Leon Goldberg, head de gestão de portfólio da XP.Leia tambémNeymar teve oito lesões e jogou o equivalente a 66 partidas desde a última CopaOutros atacantes da seleção brasileira superam e muito Neymar no tempo em campoPrevidência como plano de vida, não só de impostoA mudança mais profunda, porém, foi conceitual. Por anos, a previdência foi vendida quase exclusivamente como instrumento de redução fiscal. A XP passou a posicioná-la como veículo central de planejamento financeiro — útil para organizar a educação dos filhos, fazer portabilidade entre fundos sem movimentar a conta corrente, garantir renda mensal na aposentadoria ou transferir patrimônio aos herdeiros sem inventário.“A previdência não é o objetivo final, ela é o caminho para onde a gente quer chegar”, disse Saldanha. Goldberg foi na mesma direção: “Não tem como falar da vida do seu cliente sem tocar no tema previdência.” Para ambos, tratar o produto apenas pela ótica tributária é empobrecer a conversa — o benefício fiscal existe e é relevante, com alíquota que pode chegar a 10% na tributação regressiva após dez anos, mas é consequência, não argumento central.A lógica passa pelo que a XP chama de planejamento baseado em objetivos: entender o ciclo de vida do cliente, seu perfil de risco e seu horizonte de investimento antes de recomendar qualquer produto. “Quando você entende esses objetivos, a previdência aparece naturalmente como parte essencial do portfólio”, afirmou Goldberg.The post Os planos da XP para consolidar papel de agente transformador da previdência no País appeared first on InfoMoney.

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