A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) informou que o homem de 37 anos internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas por suspeita de ebola testou positivo para meningite meningocócica.De acordo com a secretaria, a investigação para ebola segue em andamento, assim como a apuração de outros diagnósticos diferenciais virais, até a conclusão das análises laboratoriais e genômicas.O paciente é de procedência da República Democrática do Congo, com áreas de transmissão da doença pelo vírus ebola, e registrou viagem recente ao território. Ele apresentou sintomas como febre, preenchendo a definição de caso suspeito e segue internado em isolamento, seguindo os protocolos de biossegurança previstos.Leia também: OMS identifica tratamentos e vacinas para serem testados contra EbolaA doença pelo vírus ebola pode começar de forma súbita, com febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Em quadros graves, pode evoluir para manifestações hemorrágicas, choque e falência múltipla de órgãos.A investigação foi iniciada de forma preventiva após a identificação de critérios clínicos e epidemiológicos compatíveis com caso suspeito, conforme protocolos nacionais e estaduais. Mesmo com a confirmação laboratorial de meningite meningocócica, as equipes mantêm a condução clínica e epidemiológica do caso até a conclusão das análises para ebola e outros diferenciais virais.“Há confirmação laboratorial da bactéria causadora da meningite meningocócica pelo Instituto Adolfo Lutz, dentro do processo de diagnóstico diferencial. Ainda assim, a investigação para Ebola permanece em andamento até a conclusão das análises específicas”, afirmou em nota Regiane de Paula, coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da SES-SP.Leia também: Paciente com suspeita de Ebola é isolado na Áustria; caso gera alerta na EuropaNa última semana, a coordenadoria atualizou a Nota Informativa nº 01/2026, elaborada em conjunto com CVE-SP e Instituto Adolfo Lutz, com orientações à rede de saúde sobre o surto de doença pelo vírus ebola, cepa Bundibugyo, em curso na República Democrática do Congo.O documento reforça as medidas de vigilância, definição de caso, notificação imediata, isolamento, manejo inicial, fluxos assistenciais e investigação laboratorial. Em São Paulo, casos suspeitos devem ser comunicados imediatamente à vigilância epidemiológica municipal.egundo a nota, a avaliação técnica da SES-SP aponta que o risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul permanece muito baixo. Entre os fatores considerados estão a ausência histórica de transmissão autóctone no continente sul-americano, a inexistência de voos diretos entre a região afetada e a América do Sul e a forma de transmissão da doença, que exige contato direto com sangue, secreções, fluidos corporais ou tecidos de pessoas sintomáticas infectadas.Leia também: OMS pede cessar-fogo no Congo para conter Ebola em meio ao aumento de casosMesmo diante do baixo risco, a orientação é para que os serviços de saúde mantenham atenção a pessoas com febre e histórico de viagem, nos últimos 21 dias, para áreas com circulação do vírus. Também devem ser avaliados casos de contato direto com fluidos corporais de pessoas suspeitas ou confirmadas.Até o momento, não há vacinas licenciadas nem terapias específicas aprovadas para a cepa Bundibugyo. As vacinas e tratamentos disponíveis foram desenvolvidos para outra cepa e não têm eficácia comprovada para a variante relacionada ao surto atual, informa a SES-SP.Segundo a nota, a avaliação técnica da SES-SP aponta que o risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul permanece muito baixo. Entre os fatores considerados estão a ausência histórica de transmissão autóctone no continente sul-americano, a inexistência de voos diretos entre a região afetada e a América do Sul e a forma de transmissão da doença, que exige contato direto com sangue, secreções, fluidos corporais ou tecidos de pessoas sintomáticas infectadas.Leia também: Ebola avança no Congo e mata mais de 200; autoridades alertam para risco regionalMesmo diante do baixo risco, a orientação é para que os serviços de saúde mantenham atenção a pessoas com febre e histórico de viagem, nos últimos 21 dias, para áreas com circulação do vírus. Também devem ser avaliados casos de contato direto com fluidos corporais de pessoas suspeitas ou confirmadas.Até o momento, não há vacinas licenciadas nem terapias específicas aprovadas para a cepa Bundibugyo. As vacinas e tratamentos disponíveis foram desenvolvidos para outra cepa e não têm eficácia comprovada para a variante relacionada ao surto atual,informa a SES-SP.The post Paciente internado com suspeita de Ebola em SP testa positivo para meningite appeared first on InfoMoney.
