A base de assessores de investimentos cresceu quase seis vezes em uma década. O número de profissionais credenciados pela ANCORD passou de 4.565 em 2016 para cerca de 27,7 mil em 2026, segundo dados da entidade.O crescimento ajuda a explicar por que a carreira passou a atrair profissionais com trajetórias cada vez mais diversas.Guilherme Bassani era professor de Física. Gustavo Sanches, engenheiro mecânico, trabalhava com Sales Ops. Hebert Erick Martins já tinha mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, com passagens por Santander e Itaú.Os três chegaram à assessoria em 2024, por escritórios diferentes da rede XP. Embora tenham começado de pontos distintos, encontraram alguns desafios em comum e, principalmente, descobriram novas possibilidades de atuação.Quando perguntados sobre o que diriam hoje a alguém pensando em entrar na profissão, os três destacam a importância da preparação, da construção de relacionamentos e da capacidade de aprender e ajustar a rota ao longo do caminho.Conheça o Preparatório ANCORD gratuito da XP EducaçãoA certificação é o primeiro passoAntes de começar a construir uma carteira de clientes, os três passaram pela certificação ANCORD, uma das etapas necessárias para quem quer atuar como assessor de investimentos.A preparação específica para o exame foi importante para os três. Gustavo atribui à organização do conteúdo e à resolução de exercícios uma parte importante de sua aprovação.“Foi o principal motivo por eu ter sido aprovado na prova. O conteúdo organizado e as aulas de resolução de exercícios me deram muita vantagem para uma aprovação rápida”, afirma.Guilherme teve uma experiência semelhante. Para ele, estudar com conteúdo direcionado ajudou a concentrar o tempo nos assuntos efetivamente cobrados no exame.Hebert, que já conhecia o mercado financeiro, destaca outro ganho: a preparação também ajudou a entender melhor a atuação do assessor e as competências necessárias para a nova função.Em 2025, foram realizados 8.388 exames de certificação ANCORD, com 3.826 aprovações, segundo o relatório anual da entidade.Mas, para os três, passar na prova foi apenas o início de uma etapa que envolve conhecimento técnico, relacionamento e construção de confiança.Da preparação à construção da carteira A rotina dos primeiros meses trouxe uma nova dimensão para profissionais que vieram de áreas diferentes: a necessidade de desenvolver relacionamentos e construir uma base de clientes.Guilherme chegou à profissão vindo da Física e já ultrapassou R$ 3,5 milhões em captação líquida. Para ele, parte importante desse resultado veio da capacidade de aprender com cada contato e adaptar a estratégia ao longo do caminho.“Muitos ‘nãos’ serão ouvidos”, afirma. Mas, para o assessor, ouvir essas respostas faz parte de um processo maior de aprendizado.É daí que vem uma frase que resume sua experiência: “Persistir é diferente de insistir. Ao insistir, repetimos os erros. Ao persistir, erramos, aprendemos e corrigimos a rota para tentar de novo.”A recomendação de Guilherme para quem está começando é entrar preparado para construir resultados de forma gradual e, principalmente, buscar apoio durante essa fase.Gustavo também chegou ao primeiro milhão captado mais rápido do que esperava. Para ele, o resultado veio menos de uma fórmula pronta e mais de planejamento, consistência e execução.“Em alguns momentos não temos de inventar a roda, apenas ter um bom plano e seguir persistindo.”A experiência dos dois mostra que a construção de uma carteira acontece de forma progressiva e exige uma combinação de estratégia comercial, conhecimento do mercado e relacionamento com os clientes.Experiência anterior também pode abrir novos caminhosA trajetória de Hebert mostra que a transição para a assessoria não acontece apenas entre profissionais que estão entrando no mercado financeiro.Depois de mais de 15 anos atendendo clientes pessoa jurídica no Santander e no Itaú, ele migrou para a assessoria buscando mais autonomia e uma atuação mais consultiva.Hoje, sua carteira ultrapassa R$ 30 milhões sob assessoria.A mudança também trouxe desafios. Hebert conta que precisou adaptar sua abordagem comercial e lidar com diferentes percepções de potenciais clientes ao longo da construção da nova carteira.Mas a experiência anterior no mercado financeiro também se tornou um diferencial na nova função. O conhecimento acumulado ao longo da carreira ajudou a construir relacionamentos e compreender melhor as necessidades dos clientes.Outro resultado que ele destaca é a autonomia.“Hoje tenho muito mais autonomia para organizar minha rotina, equilibrando melhor a vida profissional e pessoal”, diz.A experiência mostra que a carreira de assessor pode aproveitar competências desenvolvidas em diferentes momentos da trajetória profissional, especialmente conhecimento de mercado, relacionamento e capacidade de entender as necessidades dos clientes.O que os primeiros meses ensinam sobre a profissão?As três trajetórias são diferentes, mas apontam para algumas características em comum: conhecimento técnico, disciplina, capacidade comercial, relacionamento e disposição para aprender continuamente.A certificação é uma parte importante desse caminho. Depois dela, começa uma etapa prática, em que o profissional precisa transformar conhecimento em relacionamento, construir confiança e entender o perfil de cada cliente.Os primeiros meses também podem exigir adaptação. Para os três assessores, porém, essa fase trouxe aprendizados que foram importantes para a evolução da carreira.Guilherme encontrou na persistência uma ferramenta para ajustar sua estratégia. Gustavo descobriu que planejamento e execução podem acelerar a construção de resultados. Hebert encontrou na experiência acumulada e na autonomia novos caminhos para atuar de forma mais consultiva.Para quem está considerando a carreira, a XP Educação oferece um preparatório gratuito para a certificação ANCORD, com aulas gravadas e ao vivo, simulados e exercícios comentados.Conheça o Preparatório ANCORD gratuito da XP EducaçãoNo fim, os três chegaram à profissão por razões diferentes. E suas experiências mostram que não existe um único perfil para começar: diferentes formações e trajetórias podem encontrar espaço na assessoria, desde que acompanhadas de preparação, disposição para aprender e construção consistente de relacionamentos.The post “Persistir é diferente de insistir”: o que novos assessores aprenderam no início appeared first on InfoMoney.
