A Petrobras (PETR3;PETR4) anunciou na sexta-feira (15) um pacote de investimentos de R$ 37 bilhões destinados ao Estado de São Paulo para o período entre 2026 e 2030. O montante, apresentado pela presidente Magda Chambriard, abrange desde a exploração de uma nova área no pré-sal, batizada provisoriamente de “Arã”, até a ampliação da capacidade logística no Porto de Santos, passando pela expansão do parque de refino e avanços em biocombustíveis.O pacote reforça o peso do estado na operação da Petrobras, e chama atenção, já que não é comum que a Petrobras organize coletivas com recorte geográfico tão específico. O Brasil vive ano eleitoral, e São Paulo, maior colégio eleitoral do país, tem sido palco de disputas acirradas entre o governo federal e a oposição. Os anúncios, que fazem parte dos aportes apresentados recentemente no plano de negócios da empresa, serão coroados na segunda-feira com uma visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Replan, em Paulínia, ao lado da presidente da Petrobras.A novidade de maior impacto estratégico do pacote é o início do desenvolvimento da área de Arã, uma descoberta recente que representa uma nova fronteira no pré-sal paulista. O campo, localizado na Bacia de Santos, ainda não tem nome definitivo, mas já mobiliza diversas áreas da companhia. — A minha encomenda para a equipe é de cara termos pelo menos um, dois poços produtores até 2030 — afirmou a presidente Magda Chambriá durante a coletiva.Dos R$ 37 bilhões totais, R$ 9 bilhões estão reservados para Exploração e Produção (E&P) no estado. Além de Arã, os recursos financiarão desenvolvimentos complementares nos campos de Sapinhoá e Merluza, com mais poços e maior injeção de água para maximizar a extração.Segundo os executivos, o desenvolvimento de Arã passa, muito provavelmente, pela construção de uma nova plataforma, mas ainda não há estimativas de investimentos disponíveis, já que a concepção do projeto segue em fase de estudo.Expansão na usina de PaulíniaO maior pedaço do pacote, estimado em R$ 17 bilhões, vai para o setor de refino, que engloba as quatro refinarias paulistas da Petrobras. Só a Replan, em Paulínia, absorverá R$ 6 bilhões. Considerada a maior refinaria do país, ela responde hoje por cerca de 20% de toda a capacidade de refino brasileira e é apontada pela própria companhia como responsável por 1% do PIB nacional.Leia tambémPetróleo brent se aproxima dos US$ 110 com entrave no Oriente Médio e cúpula Xi-TrumpO presidente Xi não comentou sobre suas discussões com Trump sobre o Irã, embora o Ministério das Relações Exteriores da China tenha emitido uma declaraçãoAté 2027, a capacidade de processamento da unidade será ampliada em 5%, saltando dos atuais 434 mil barris por dia para cerca de 459 mil. As obras já estão em andamento, com uma parada de manutenção programada para o primeiro semestre do ano que vem.A transição energética também marca presença nos planos traçados para a Replan. Ainda em dezembro deste ano, será instalada uma usina fotovoltaica para autoconsumo da refinaria, que deverá ser a maior entre todas as unidades de refino do Brasil. O objetivo, segundo a Petrobras, é reduzir o uso interno de gás natural nas operações industriais e, com isso, liberar mais gás para o mercado.— O que faz o gás ter melhores preços para o consumidor brasileiro é o aumento da disponibilidade. E o que propicia isso é menos gás destinado à parte fabril da Petrobras — explicou Chambriard.The post Petrobras (PETR4): o plano de R$ 37 bilhões da petroleira para o estado de São Paulo appeared first on InfoMoney.
