O petróleo avançou, enquanto o dólar registrou leve alta no início das negociações asiáticas, à medida que investidores avaliam a intensificação dos ataques dos houthis contra a Arábia Saudita e o risco de ampliação do conflito no Oriente Médio.O petróleo Brent, referência global, subiu 0,4%, para US$ 105,10 por barril. O dólar apresentou leve valorização ante as principais moedas, enquanto o dólar australiano, sensível ao apetite por risco, permaneceu estável. Os contratos futuros do S&P 500 avançaram após o índice fechar em alta de 0,6% na sexta-feira, em Nova York. As negociações à vista dos Treasuries permanecem fechadas devido a feriados nos Estados Unidos e no Japão.Leia tambémHouthis reivindicam ataque mortal em Riad e fazem novas ameaças à Arábia SauditaGrupo aliado ao Irã reivindicou ataque que deixou 13 mortos e mais de 300 feridos; novo incidente atingiu o principal aeroporto saudita neste domingo e elevou o risco de escalada regionalArábia Saudita sente impacto da guerra após ataque com 12 mortos em aeroportoMaior atentado no reino desde o início do conflito com o Irã testa segurança e agenda econômica de RiadO principal aeroporto da Arábia Saudita voltou a ser alvo de ataques houthis neste domingo, um dia após uma ofensiva que matou 12 pessoas, aumentando o risco de um conflito mais amplo, que pode envolver os Estados Unidos e provocar novas interrupções no fornecimento de energia e no comércio global.A escalada ocorre enquanto a Arábia Saudita apoia uma contraofensiva próxima ao estreito de Bab el-Mandeb, ponto estratégico para a navegação entre Ásia e Europa.Os ataques ameaçam trazer uma nova dose de volatilidade para uma semana decisiva nos mercados, com divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos e na Europa e uma série de discursos de autoridades de bancos centrais.Novas interrupções no fornecimento de energia podem ampliar as pressões inflacionárias e reforçar as expectativas de juros mais altos.“Em períodos mais tranquilos, manchetes geopolíticas costumam ter um impacto desproporcional nos mercados”, escreveu Nick Twidale, estrategista-chefe da AT Global Markets, em Sydney, em relatório a clientes. Mas, com a divulgação da inflação americana, falas de dirigentes de bancos centrais e o início de mais uma temporada de balanços corporativos nos EUA, “os mercados terão muito o que digerir nesta semana”.Os investidores acompanham os dados mais recentes de inflação ao consumidor nos EUA e uma participação pública do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, em busca de sinais sobre o ritmo de futuras altas de juros.Uma leitura da inflação de setembro acima das expectativas pode reacender a recente liquidação dos títulos públicos ao aumentar a pressão sobre o Fed para adotar uma postura ainda mais agressiva.O rendimento dos Treasuries de 10 anos se aproximou de 5,4% na semana passada, o maior nível desde 2002, enquanto o petróleo Brent permaneceu acima de US$ 100 por barril, alimentando receios de que os custos elevados da energia continuem pressionando a inflação.As ações, por sua vez, têm resistido relativamente bem à turbulência. O S&P 500 atingiu um recorde na terça-feira, recuou nos dois pregões seguintes em meio a preocupações com a demanda por inteligência artificial e voltou a subir na sexta-feira, impulsionado pela expectativa de mais uma forte temporada de resultados corporativos.O índice permanece próximo de suas máximas históricas.Investidores acompanharão de perto sinais de que os custos mais elevados estejam comprimindo as margens das empresas, mesmo com as companhias americanas atravessando um dos ciclos mais fortes de lucro dos últimos anos.As empresas do S&P 500 registraram sete trimestres consecutivos de crescimento de lucros de dois dígitos, e analistas projetam avanço de cerca de 25% no terceiro trimestre em relação ao ano anterior, segundo dados compilados pela Bloomberg Intelligence.Em outros mercados, o dólar operou em faixa estreita frente às principais moedas, após registrar a quarta semana consecutiva de valorização, a mais longa sequência de ganhos desde o início de 2025.Os preços elevados do petróleo e a guerra envolvendo o Irã fortaleceram a moeda americana, impulsionada pela busca dos investidores por proteção.Operadores especulativos seguem otimistas com o dólar, apostando que a economia dos EUA está mais preparada do que seus pares para suportar novas altas de juros.As preocupações fiscais na França e os preços elevados da energia pressionaram o euro, que na semana passada atingiu o menor nível desde maio de 2025, oferecendo suporte adicional à moeda americana.“O argumento para uma ruptura do dólar em relação à faixa em que negocia há 15 meses está se tornando cada vez mais convincente”, escreveram estrategistas do Barclays liderados por Themistoklis Fiotakis. “O desempenho superior da economia americana, o espaço limitado para queda dos rendimentos e as vulnerabilidades fiscais e energéticas da Europa apontam para novas altas. No entanto, o posicionamento já muito comprado pode interromper essa valorização no curto prazo.”© 2026 Bloomberg L.P.The post Petróleo avança com escalada na Arábia Saudita e pressão sobre mercados appeared first on InfoMoney.
