O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, respondeu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, que o descumprimento de prazo estabelecido pelo relator para a operação contra o Banco Master nesta quarta aconteceu por circunstâncias operacionais.Segundo o diretor da PF, foi necessário atualizar os endereços de alguns dos alvos da operação deflagrada na manhã desta quarta. Por isso, foi preciso realizar diligências prévias para garantir a efetividade da operação.Leia tambémSenadores protocolam pedido de impeachment contra Toffoli por condução do Caso MasterSegundo os senadores, Toffoli teria atuado em situação objetiva de suspeição e conflito de interessesToffoli autoriza PGR a analisar material apreendido em investigação envolvendo MasterA decisão foi tomada após manifestação do procurador-geral da República, que pediu a reconsideração de uma determinação anterior do relatorAo ministro do STF, Andrei ainda argumentou que o alto poder aquisitivo dos investigados facilita o deslocamento deles no Brasil e no exterior, e disse que impedir a PF de analisar o material apreendido pode atrapalhar a investigação do caso.Em decisão nesta quarta, o ministro criticou uma suposta “inércia” e “falta de empenho” da PF na apuração, após a corporação descumprir o prazo de 24 horas estabelecido pelo relator.A crítica aconteceu após a Procuradoria-Geral da República (PGR) requerer no último dia 6 que as medidas cautelares da operação desta quarta.As medidas cautelares contra os alvos da operação foram a Procuradoria-Geral da República (PGR) no último dia 6, e autorizadas por Toffoli no dia 7, com ordem para que fossem cumpridas em um prazo de 24 horas, a partir da última segunda-feira, dia 12.Nesta quarta, Andrei disse que alguns dos alvos da operação estavam em deslocamento,e por isso, a PF teria tomado mais tempo para realizar as diligências. O diretor-geral da PF ainda argumentou que essas limitações já haviam sido avisadas ao ministro, em comunicação feita pessoalmente por ele à Dias Toffoli em seu gabinete, e por ligações e mensagens.Toffoli também havia ordenado nesta quarta que os bens e dispositivos apreendidos fossem lacrados e mantidos sob custódia na sede do STF. A decisão foi reconsiderada após manifestação do procurador-geral da República.Na resposta enviada ao relator, Andrei disse que a decisão atrapalharia as investigações, sobretudo nos casos de aparelhos celulares apreendidos, que podem conter mecanismos automáticos de criptografia, bloqueio remoto ou autodestruição de dados.The post PF diz que prazo estabelecido por Toffoli atrapalharia operação que mirou o Master appeared first on InfoMoney.
