PGR pede que investigação sobre Lulinha deixe o STF e siga para a primeira instância

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que uma das três investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, seja remetida à primeira instância. A avaliação é de que o inquérito, aberto para apurar possível tráfico de influência junto ao governo federal, não reúne até agora autoridades com foro que justifiquem sua permanência na Corte.O pedido será analisado pelo ministro André Mendonça, relator de duas apurações que alcançam o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo, a PGR também considerou que não foram encontrados, nessa frente específica, elementos que indiquem recebimento por Lulinha de recursos desviados no esquema investigado no INSS.O caso teve origem em informações encontradas pela Polícia Federal durante as investigações sobre Roberta Luchsinger. A empresária mantém relação de amizade com Lulinha e é investigada por sua atuação na tentativa de viabilizar negócios dentro do governo.Leia tambémTarcísio fala pela primeira vez que ‘talvez’ dispute Presidência no futuroA declaração sobre uma possível candidatura presidencial ocorreu durante uma rodada de perguntas rápidas, na qual Tarcísio deveria responder “sim”, “não” ou “talvez”Às vésperas da eleição, governo Lula avalia reduzir juros do Minha Casa, Minha VidaMedida, se confirmada, seria destinada para beneficiários na Faixa 3Uma das frentes examinadas pelos investigadores envolve um projeto para fornecimento de produtos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde. Conversas obtidas pela PF indicam que Roberta dizia atuar em nome de Lulinha durante as tratativas e discutia uma remuneração equivalente a 20% do negócio. O contrato não foi fechado. As defesas negam irregularidades.As mensagens analisadas pelos investigadores contêm referências a pessoas com foro privilegiado. Em uma delas, Roberta menciona o advogado Otto Medeiros e afirma que ele teria sociedade com o ministro Kassio Nunes Marques.Nunes Marques negou qualquer sociedade com o advogado. Em nota, informou que mantém relação de amizade com Medeiros e que se declara impedido de atuar em processos nos quais ele representa alguma das partes. Não há, nos diálogos divulgados, indicação de participação do ministro nas negociações investigadas.Para a PGR, porém, as referências encontradas até agora não são suficientes para manter essa investigação sob competência originária do Supremo.Lulinha é alvo de três inquéritos da Polícia Federal. Dois estão sob relatoria de André Mendonça e outro tramita com o ministro Flávio Dino. Uma das apurações trata de possível tráfico de influência; outra investiga vazamento ilegal de informações sigilosas, episódio em que o filho do presidente pode figurar como vítima.As defesas de Lulinha e de Roberta negam práticas ilícitas. A defesa do filho do presidente também tem criticado a divulgação fragmentada de mensagens sob sigilo e afirma que o conteúdo deve ser analisado integralmente nos autos.The post PGR pede que investigação sobre Lulinha deixe o STF e siga para a primeira instância appeared first on InfoMoney.

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