PGR quer esperar fim da investigação para se manifestar sobre arma de Bolsonaro

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) considera que ainda não é possível afirmar se a arma mantida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em sua casa é uma falta grave que pode resultar na revogação da prisão domiciliar.“Sugere-se, assim, que se aguarde a conclusão das investigações a fim de se permitir um juízo final e mais abrangente sobre os fatos”, escreveu o procurador-geral da República, Paulo Gonet, em manifestação protocolada nesta quinta-feira (25) no Supremo Tribunal Federal.Para Gonet, não há, nesse momento do processo, “a concretude de situação caracterizadora de falta disciplinar ou de descumprimento das condições de cautela a que o condenado está submetido”. Ele, contudo, afirmou que é preciso analisar os impactos decorrentes do fato de que Bolsonaro tinha uma arma em casa.A manifestação da PGR é uma resposta ao pedido do ministro Alexandre de Moraes. Ao determinar que o órgão se posicionasse, ele citou a Lei de Execução Penal que afirma ser falta grave “possuir, indevidamente, instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem”.Leia tambémLula volta a criticar privatizações e cita BR Distribuidora, Liquigás e EletrobrasPresidente questionou real ganho dos brasileiros após venda das estataisEduardo de um lado, Damares do outro: vídeo de Michelle contra Flávio divide direitaSenador foi apoiado também por Mario Frias e Ramagem, enquanto ex-primeira-dama teve o aval de Janaina PaschoalA defesa de Bolsonaro admitiu que a arma pertencia a ele, mas informou que o equipamento estava desativado para proteger o ex-presidente. Em depoimento ao relator nesta terça-feira (23) Bolsonaro reiterou a versão apresentada por seus advogados.Em 15 de junho, o segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho dirigia um veículo oficial da Presidência da República quando foi parado por uma blitz de trânsito em Taguatinga, no norte de Brasília.Durante a abordagem, o policial notou a presença de uma pistola no carro. Segundo o agente, ao perceber que a arma havia sido notada, Estácio fechou o vidro de forma “repentina”. A pistola foi recolhida, e o militar alegou ter porte autorizado como membro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).Estácio afirmou que a arma estaria registrada em sua funcional, mas policial, porém, constatou não haver nenhum registro do equipamento em nome de servidor. O militar, então, admitiu que a pistola pertencia a Jair Bolsonaro. Segundo o segundo-sargento, a arma lhe foi entregue horas antes, com a finalidade de realizar um reparo no percussor.The post PGR quer esperar fim da investigação para se manifestar sobre arma de Bolsonaro appeared first on InfoMoney.

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