Polícia e MP realizam operação contra lavagem de R$ 10 mi em SP relacionada ao PCC

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Uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo colocou novamente sob investigação o uso de empresas formais para ocultar recursos do Primeiro Comando da Capital (PCC). Deflagrada nesta sexta-feira (8), a Operação Caronte cumpre 11 mandados de busca e apreensão em cidades do interior e da Grande São Paulo contra um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional de drogas.O principal alvo é Eduardo Magrini, conhecido como “Diabo Loiro”, apontado pelos investigadores como operador financeiro da facção. Segundo o Ministério Público, empresas dos setores de transporte e rodeios teriam sido usadas para movimentar dinheiro de origem ilícita por meio de sócios considerados “laranjas”.Leia tambémLula e Trump orientam ministros a resolverem tarifas em 30 diasLíderes de Brasil e EUA se reuniram na Casa Branca, em WashingtonAs buscas ocorrem em Campinas, Atibaia, Monte Mor, Sumaré, Limeira, Mogi das Cruzes, Osasco e Taquaritinga. A investigação é conduzida pelo Setor Especializado de Combate aos Crimes de Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro (SECCOLD), da 1ª DIG-DEIC de Campinas, em conjunto com o Gaeco.Segundo os investigadores, a estrutura financeira atribuída a Magrini operaria há quase uma década. Relatórios produzidos pelo Laboratório de Lavagem de Dinheiro (Lab-LD), com apoio de dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), identificaram movimentações consideradas incompatíveis com a renda declarada pelos investigados.A apuração aponta que o grupo utilizava empresas formalmente registradas para disfarçar a origem dos recursos obtidos com o tráfico. Segundo a investigação, os vínculos entre Magrini e os negócios analisados teriam sido confirmados a partir de cruzamentos de dados fiscais e bancários.Patrimônio exposto nas redesAntes de ser preso, em outubro de 2025, Magrini mantinha presença ativa nas redes sociais, onde acumulava cerca de 105 mil seguidores. Nas publicações, aparecia com carros de luxo, viagens e participação em rodeios, apresentando-se como influenciador digital.A prisão ocorreu no contexto de outra investigação do Gaeco de Campinas, que apurava um suposto plano do PCC para assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho. Magrini também é ex-padrasto do funkeiro MC Ryan, alvo anterior da Operação Narco Fluxo, da Polícia Federal.Segundo os investigadores, o histórico criminal do suspeito remonta aos anos 1990. Ele acumula condenações por tráfico de drogas e uso de documentos falsos desde 1998.Núcleo familiar entrou na miraAs investigações também avançaram sobre familiares de Magrini. O filho dele, Mateus Magrini, é apontado como suspeito de movimentar recursos ilícitos por meio de uma empresa do setor musical.Mateus já havia sido alvo da Operação Narco Fluxo, conduzida pela Polícia Federal, que investigou conexões entre integrantes do crime organizado e o mercado do entretenimento.Para os investigadores, o padrão de movimentações financeiras entre integrantes da família reforça a suspeita de existência de um núcleo estruturado para ocultação patrimonial e circulação de recursos do PCC.Bloqueio milionárioA Justiça paulista autorizou o bloqueio de R$ 10 milhões em contas bancárias ligadas aos investigados. Veículos e outros bens registrados em nome dos suspeitos também foram indisponibilizados.O nome da operação faz referência a Caronte, personagem da mitologia grega responsável por transportar almas ao submundo, numa alusão ao fluxo financeiro investigado pelas autoridades.The post Polícia e MP realizam operação contra lavagem de R$ 10 mi em SP relacionada ao PCC appeared first on InfoMoney.

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