Por que Ibovespa caiu 1,15% hoje? Os fatores que explicam – além da cautela eleitoral

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O Ibovespa fechou em queda nesta quinta-feira, quase perdendo o patamar dos 203 mil pontos no pior momento, contaminado pelo viés negativo em praças acionárias no exterior e ajustes antes do desfecho da disputa presidencial no Brasil no domingo. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 1,15%, a 204.120,21 pontos, mas chegou a 203.051,87 na mínima do dia. No melhor momento, marcou 206.493,11 pontos. O volume financeiro no pregão somou R$39,45 bilhões.A bolsa paulista encerrou os negócios com agentes financeiros na expectativa de nova pesquisa Datafolha, prevista para as 19h, em meio a um cenário ainda acirrado para o segundo turno da eleição para o Palácio do Planalto.Na véspera, pesquisa Quaest divulgada pelo jornal O Globo mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das intenções de votos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) somou 44%.Leia tambémIbovespa fecha em queda, com exterior, eleição, Vale e bancos; dólar sobe a R$ 5,03Índices nos EUA terminam mistos com balanços e alta do petróleoDesde o recorde intradia registrado no último dia 9 (209.713,45 pontos), ainda sob efeito do entusiasmo com o resultado do primeiro turno no dia 4, com Flávio à frente de Lula, o Ibovespa acumula um declínio de 2,67%. Em outubro, ainda sobe 9,54%. “A impressão é que, no geral, o mercado está indo ‘mais leve’ para o segundo turno do que foi no primeiro”, afirmou um gestor. “As pesquisas que o mercado mais olha estão mostrando um cenário bem apertado.”Estrangeiros têm sido um relevante suporte para as ações brasileiras no mês, com entrada líquida de R$20 bilhões até o dia 20. No cenário externo, o índice acionário norte-americano S&P 500 terminou com declínio de 1,21%, com apreensões envolvendo inteligência artificial e o avanço do petróleo. O europeu STOXX 600 fechou em queda de 1,01%.Na visão do especialista de investimentos Josias Bento, sócio da GT Capital, a bolsa paulista refletiu uma combinação de tensão eleitoral pré-segundo turno, com os candidatos muito próximos nas pesquisas, e uma aversão ao risco no mercado internacional.Em relação ao cenário doméstico, ele chamou atenção especial ao fato de que “os candidatos até agora não mostraram ou falaram de um plano de contingência para controlar as contas públicas, que é uma das principais agendas para 2027”. “O mercado acompanha o exterior e também há um pouco de cautela em relação às últimas pesquisas eleitorais, de menor distanciamento entre os candidatos”, reforça Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos.Segundo a pesquisa Indexa/Broadcast, o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 45,2% das intenções de voto, ante 44,1% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em uma simulação estimulada de segundo turno. Na comparação com a rodada anterior, o senador oscilou 1,6 ponto porcentual para cima nos votos totais, pois havia registrado 43,6%, enquanto o presidente Lula moveu 2 pontos porcentuais para cima, quando marcou 42,1%.Já a pesquisa PoderData/Aya mostra que o senador mantém 49% das intenções de voto totais no segundo turno, enquanto Lula passou de 46% para 48%.DESTAQUES• VALE ON (VALE3) recuou 3,97%, acompanhando o viés negativo de mineradoras no exterior. Na China, o contrato futuro de minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) caiu 1,62%, para 669 iuanes (US$ 100,23) por tonelada. No setor de mineração e siderurgia no Brasil, CSN ON (CSNA3) perdeu 5,43%, USIMINAS PNA (USIM5) fechou em queda de 4,81% e GERDAU PN (GGBR4) cedeu 3,92%. Números divulgados pela Inda também mostraram que, em setembro, os distribuidores de aços planos, que costumam ser responsáveis por cerca de um terço das vendas das usinas siderúrgicas nacionais, tiveram queda de 7,2% na comercialização sobre um ano antes.• PETROBRAS PN (PETR4) fechou com acréscimo de 0,14%, apesar da forte alta dos preços do petróleo no exterior, onde o barril do Brent terminou com elevação de 4%, a US$ 113,17, em meio a uma nova escalada das tensões no Oriente Médio. No setor, PRIO ON (PRIO3) avançou 1,85% e BRAVA ON (BRAV3) subiu 0,24%, enquanto PETRORECONCAVO ON (RECV3), que não faz parte do Ibovespa, recuou 1,29%.• BRADESCO PN (BBDC4) cedeu 2,08%, tendo no radar a divulgação do balanço do terceiro trimestre após o fechamento do mercado. Estimativas compiladas pela LSEG apontam lucro líquido de R$ 7,1 bilhões. No setor, BTG PACTUAL UNIT (BPAC11) recuou 1,37%, SANTANDER BRASIL UNIT (SANB11) perdeu 1,35%, ITAÚ UNIBANCO PN (ITUB4) caiu 1,84% e BANCO DO BRASIL ON (BBAS3) fechou em baixa de 0,75%.• MBRF ON (MRFG3) caiu 2,71%, com investidores ainda especulando potenciais reflexos da ocorrência de foco da doença de Newcastle em estabelecimento de criação comercial de perus da empresa em Nova Itaberaba, Santa Catarina. Na véspera, a companhia disse que “entende que eventuais impactos decorrentes da ocorrência sobre suas operações, situação econômico-financeira ou resultados, se houver, não serão materiais”. No setor, JBS (JBSS3), que é listada nos Estados Unidos, encerrou com declínio de 0,80%.• BRADSAÚDE ON (SAUD3), que não faz parte do Ibovespa, avançou 4,22%, após reportar lucro líquido de R$ 1,1 bilhão no terceiro trimestre, avanço de 14,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. A companhia vinculada ao grupo Bradesco (BBDC4) também anunciou que vai distribuir dividendos intercalares de R$ 1 bilhão, equivalente a R$ 0,34 por ação em circulação.(com Reuters e Estadão Conteúdo)The post Por que Ibovespa caiu 1,15% hoje? Os fatores que explicam – além da cautela eleitoral appeared first on InfoMoney.

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