A Operação Unha e Carne é uma investigação da Polícia Federal (PF) que apura esquemas de corrupção, lavagem de dinheiro e vazamento de informações sigilosas sobre ações policiais no Rio de Janeiro. As investigações, já na sexta etapa, ganharam proporção ao longo do ano passado e deste ano com foco nas articulações entre agentes públicos com o crime.Tudo começou com um suposto vazamento de informações sigilosas de ações policiais contra o Comando Vermelho (CV) numa operação anterior batizada de Zargun, que significa cor de ouro ou tonalidade dourada, cujo alvo era o então deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias. As investigações apontavam o ex-parlamentar como o elo político entre o Comando Vermelho e o Poder Legislativo.De acordo com a Polícia Federal, o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar seria o responsável pelo vazamento das informações sigilosas da Operação Zargun, deflagrada em setembro do ano passad. De acordo com a PF, dados sensíveis compartilhados teriam comprometido operações e beneficiado investigados ligados à facção criminosa, tendo permitido a destruição ou ocultação de provas, frustrando a ação policial.Leia tambémMeio/Ideia: Lula lidera 2º turno com 45% dos votos contra 40% de Flávio BolsonaroApesar de estar numericamente à frente, o resultado representa um empate técnico entre o atual presidente da República e o senador do PLTarifaço: Ministro diz que governo não sairá da ‘mesa de negociação’ e critica FlávioEle afirmou que houve uma rodada de conversa com técnicos nesta terça-feira e que a expectativa é de novas reuniões técnicas ainda nesta semanaBacellar chegou a ser preso preventivamente por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, mas foi solto dias depois, por decisão do plenário da Alerj, com medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. Em dezembro, numa segunda etapa da operação, já batizada de Unha e Carne, a origem dos vazamentos foi aprofundada e levou à prisão preventiva do desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2).Na terceira fase, deflagrada em 27 de março deste ano, Bacellar foi preso novamente. Nessa etapa, a Polícia Federal também passou a relacionar diretamente o caso à ADPF 635, apontando que as condutas investigadas poderiam comprometer ações do Estado no combate ao crime organizado.A quarta-fase em maio, prendeu o deputado Thiago Rangel, do Avante, suspeito de comandar um esquema de fraudes na Secretaria estadual de Educação. Na quinta-fase, foi preso o pastor Márcio Poncio, investigado por ligação com a máfia do cigarroNa etapa mais recente da operação, foi preso nesta terça-feira o ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, Márcio Canella. Esta fase buscava desarticular uma organização criminosa suspeita de usar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio para lavar dinheiro. Canella apontado nas investigações como braço político do grupo criminoso.Segundo a investigação, o esquema movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, de acordo com Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) enviado à Polícia Federal. O delegado Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil do Rio, também foi alvo da operação.Confira os alvos de cada fase da operaçãoZargun, 03/09/2025 – Foi quando tudo começou. deflagrada em setembro do ano passado resultou na prisão do então deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias. As investigações apontavam o ex-parlamentar como sendo o elo político entre o Comando Vermelho e o Poder Legislativo.Unha e Carne, 1º fase – Desdobramento da operação anterior, foi deflagrada em 3 de dezembro, resultando na prisão do ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, solto dias depois . Segundo a Polícia Federal, Bacellar repassou a TH Joias informações sobre a operação que resultou na sua prisão, ocorrida em setembro.Unha e Carne, 2ª fase – Alvo dessa vez foi o desembargador Macário Júdice Neto, relator do caso TH Joias no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), preso em 16 de dezembro. A PF encontrou no celular de Bacellar troca de mensagens dele com Macário, demonstrando relação estreita entre eles.Unha e Carne, 3ª fase – Rodrigo Bacellar é preso novamente em 27 de março, em Teresópolis, pela PF. O mandado foi expedido pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. Na decisão, o ministro citava a perda do mandato parlamentar e apontava indícios de atuação dele para atrapalhar as investigações.Unha e Carne, 4ª fase – Resultou na prisão, em 6 de maio do deputado estadual Thiago Rangel. Ele e mais seis pessoas eram acusados de atuar em organização criminosa envolvida em fraudes na compra de materiais e contratação de serviços, inclusive de reformas, no âmbito da Secretaria estadual de Educação.Unha e Carne, 5ª fase – Deflagrada no último dia 2, teve como partida lista de propina paga pelo bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, com ao menos 20 nomes, inclusive de políticos. Na ação, foi preso o pastor Márcio Poncio. O ex-deputado federal Marco Antônio Cabral foi alvo de buscas e apreensão.Unha e Carne, 6ª fase -Agentes da PF foram às ruas na manhã de ontem para desarticular organização criminosa suspeita de usar rede de combustíveis na Região Metropolitana para lavar dinheiro. Apontado como braço político do grupo criminoso, o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella foi preso. The post Relembre as fases da operação da PF que revelou ligações de políticos com facções appeared first on InfoMoney.
