Algumas histórias atravessam décadas silenciosamente na memória, até que, de repente, conseguem ganhar valor material. É o caso de Marcelo Cunha, hoje com 66 anos, que guarda há mais de 30 anos itens ligados a nomes gigantes da música internacional. Entre eles, uma fita de vídeo entregue por Michael Jackson, e que pode render algo perto de R$ 250 milhões.Um presente que virou patrimônioEm 1993, Cunha trabalhava como motorista e acompanhou o cantor durante uma semana em sua passagem pelo Brasil. No fim desse período, recebeu um presente incomum: “Ele me deu uma fita em VHS com a gravação do show que ele fez na Argentina […] tem mais de uma hora de gravação inédita. Ele me entregou a fita e um bilhete com seu autógrafo”, relata.O material, segundo ele, nunca foi divulgado publicamente, o que ajuda a explicar o valor estimado: cerca de US$ 50 milhões, aproximadamente R$ 250 milhões. A negociação ainda não chegou ao fim, mas a intenção é vender a peça como item de coleção.Inclusive, esse ponto já foi discutido na Justiça. Cunha afirma que a posse do material foi reconhecida legalmente, mas com uma limitação: ele pode vender o item como obra, mas não tem autorização para divulgar ou explorar o vídeo.A fita segue guardada em local não revelado, tratada como um ativo de alto valor. Não por acaso, ele afirma que o item já aparece na sua declaração do Imposto de Renda.Entre lembranças pessoais e itens milionáriosA fita não é o único objeto que Marcelo Cunha guardou ao longo dos anos. O acervo inclui itens recebidos ou esquecidos por artistas que passaram pelo Brasil na época, como integrantes dos The Rolling Stones, Madonna e a banda Kiss.Um dos objetos ligados a Michael Jackson também chama atenção: um guarda-sol que o cantor usou ao chegar no aeroporto de Guarulhos. Bill Bray, chefe de segurança do artista, presenteou o motorista com a peça assim que ele os deixou no hotel – e hoje ela é negociada por cerca de R$ 1,5 milhão.Apesar do potencial financeiro, nem tudo virou negócio. Após a morte de Michael, em 2009, Cunha chegou a considerar leiloar uma jaqueta esquecida pelo cantor na van, mas desistiu. “Eu me senti péssimo, um oportunista”, disse ao lembrar, e conta que doou a jaqueta para Rodrigo Teaser, cover do cantor.Sobre as memórias daquele período, Cunha descreve um artista curioso, atento ao que via pelas ruas e interessado em entender o país. Mesmo com a fama, os pedidos do popstar eram simples, como assistir a filmes em VHS.A solução, na época, envolveu improviso: uma ida discreta a uma locadora, com direito a estratégia para despistar os fãs. O motorista conta que uma van saiu como se Michael Jackson estivesse nela, enquanto ele posicionou a sua em um acesso que não tinha fãs.“Ele foi comigo à locadora. Chegando lá, pedi ao gerente que fechasse, dizendo quem ia entrar. Michael entrou, alugou o filme e saiu sem que ninguém soubesse que ele esteve ali”, relembra.The post Relíquia de Michael Jackson pode render a brasileiro fortuna de R$ 250 mi; entenda appeared first on InfoMoney.
