Restrições a estudantes do exterior nos EUA pode gerar perda de receita de US$ 3,4 bi

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O número de matrículas de estudantes universitários internacionais nos Estados Unidos deve mostrar uma queda de 111.000 no outono, que resultarão em perdas de cerca de US$ 3,4 bilhões em receitas de faculdade e universidades no período. A projeção está em um novo relatório da Associação de Educadores Internacionais (NAFSA, na sigla em inglês) e da JB International, que preveem ainda uma queda de 40 mil empregos no setor.Segundo o estudo, essa queda reflete a convergência de vários ventos contrários: diminuição no volume de solicitações, gargalos persistentes na concessão de vistos e mudanças restritivas na política de imigração, impostas pela administração de Donald Trump.Leia também: Trump restringe vistos de estudantes, intercambistas e jornalistas nos EUA(Fonte: NAFSA)A queda na matrícula em nível de pós-graduação é o principal fator das perdas econômicas, especialmente entre as instituições com a maior população estudantil internacional.De acordo com dados recentes coletados da Association of American Universities Data Exchange, as inscrições internacionais para programas de doutorado nos EUA para este outono caíram 21%, impulsionando uma queda de 17% nas admissões internacionais e contribuindo para uma retração de 15% nas admissões totais de programas de doutorado devido à incerteza do financiamento federal de pesquisas.Outros estudos ilustram a difícil situação dos estudantes do exterior nos EUA. De acordo com o Common App, as inscrições internacionais caíram 9% no ciclo 2026-2027, com as da Índia caindo 14%, Gana recuando 34% e Nigéria caindo 17%.Quase dois terços das instituições que responderam à pesquisa Primavera 2026 do IIE esperam quedas adicionais em 2026–2027, com algumas projetando quedas de até 40% na matrícula de pós-graduação.Entre os gargalos citados nessas pesquisas, se destacam:Proibições de visto: Uma ordem executiva de 16 de dezembro de 2025 estabeleceu restrições para 39 países, sem exceções para candidatos de intercâmbio de estudantes F ou J. Países abrangidos pela proibição incluíram Irã e Nigéria, que enviam grande número de estudantes para os Estados Unidos.Copa do Mundo FIFA 2026: O Departamento de Estado anunciou publicamente o processamento prioritário de visto para portadores de ingressos da Copa do Mundo FIFA que viajaram para os Estados Unidos. Como o jogo final aconteceu em 19 de julho, pegou o momento tradicional de “pico” para vistos de estudantes e de intercâmbio de visitantes, que vai de maio a agosto. Historicamente, o Departamento prioriza as solicitações de vistos de estudantes e acadêmicos durante essa alta temporada, ajudando a garantir chegadas pontuais.Disponibilidade limitada de agendamentos: Há relatos de compromissos limitados ou atrasados para estudantes internacionais em consulados na Índia, China e em toda a Europa, com muitos pedidos de agendamento acelerado negados. Índia e China são os dois principais países internacionais que enviam estudantes para os Estados Unidos.Nova regra de duração de status: Em agosto de 2025, o Departamento de Segurança Interna (DHS) propôs eliminar o antigo modelo de “duração do status” para estudantes F e visitantes de intercâmbio J. Em julho de 2026, o DHS publicou a regra final que estabelece a data de 15 de setembro  para substituir a duração de status (D/S) por uma Data de Admissão Fixa (AUD). Isso gerou uma incerteza no planejamento para estudantes em potencial, especialmente para aqueles que consideram programas de graduação mais longos ou trajetórias de carreira incertas.The post Restrições a estudantes do exterior nos EUA pode gerar perda de receita de US$ 3,4 bi appeared first on InfoMoney.

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