Segunda fase do UniversalizaSP pode alcançar R$ 100 bi; Sabesp é a favorita

Blog

O Governo do Estado de São Paulo formalizou a segunda etapa do programa UniversalizaSP na última segunda-feira (27), divulgando as diretrizes para a licitação de áreas que hoje não são atendidas pela Sabesp (SBSP3). Essa fase traz um novo ciclo de investimentos, que visa universalizar os serviços de água e esgoto em municípios que ficaram de fora do contrato principal da companhia. Analistas do mercado financeiro afirmam que o anúncio é como um “catalisador” para as ações da Sabesp.Em relatório, os analistas do Morgan Stanley reforçam que, ainda que preliminar, o projeto representa uma “oportunidade de crescimento inorgânico clara e potencialmente relevante” para a empresa, que já detém expertise regulatória e proximidade geográfica com as áreas licitadas.Leia tambémIbovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa cai e perde os 188 mil pontos; PETR4 sobeBolsas dos EUA caem em semana de decisão do Fed e de balanços de big techs“O lançamento confirma a intenção do Estado de avançar com o UniversalizaSP e fornece visibilidade inicial sobre a escala do programa, a estrutura de concessão e o arcabouço regulatório”, afirmam os analistas do Morgan Stanley.“Este programa pode representar uma oportunidade significativa de alocação de capital para a Sabesp, já que a empresa é, de longe, o player mais competitivo para este leilão”, diz o relatório do BBA.A consulta pública seguirá aberta até 28 de maio de 2026. Analistas esperam que o edital final terá a configuração definitiva dos blocos e o detalhamento do Capex de drenagem, sendo publicado no terceiro trimestre, com o leilão previsto para o final do ano. Mesmo com a forte valorização recente das ações (alta de 61% em 12 meses), o Morgan Stanley mantém recomendação de compra. O banco justifica o otimismo pelo “momento positivo em meio a fluxos externos para mercados emergentes e crescente interesse de investidores”.Detalhes do CapexUm dos pontos centrais da consulta pública é a inclusão de investimentos em drenagem urbana, um escopo adicional aos serviços de saneamento básico. O Itaú BBA destaca que o número final de blocos e os montantes de investimento dependem dos arranjos feitos após a audiência pública, mas que “discussões recentes com a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Governo de São Paulo (SEMIL) sugerem que o Capex e Opex totais para esta etapa podem chegar a R$ 100 bilhões, abrangendo 146 municípios”, segundo o relatório.  O programa estima, nesta fase, cerca de R$ 17,4 bilhões em aportes para atingir a universalização até 2033, valor que pode saltar para R$ 37,4 bilhões até 2060 em termos reais. Analistas do Morgan Stanley observam que esses números iniciais podem ser conservadores. “Investimentos adicionais, particularmente relacionados à drenagem, ainda podem representar um potencial de alta”, afirma o texto, ressaltando que o detalhamento desses custos virá apenas no edital final.Regras de universalizaçãoO modelo de contrato proposto traz mecanismos firmes para garantir o cumprimento das metas. O licitante vencedor terá que atingir a universalização até dezembro de 2033, e caso não consiga seguir as metas definidas, “qualquer distribuição de dividendos será suspensa”, diz o relatório do Itaú BBA.Os analistas explicam que para garantir a qualidade e a cobertura, o governo introduziu os Fatores U (Universalização), Q (Qualidade) e P (Perdas de Água). O Fator U pode penalizar a tarifa em até 10% em caso de descumprimento de metas, enquanto o Fator P funcionará como um bônus ou penalidade de eficiência. Segundo o Itaú BBA, esse arcabouço “alinha a meta de universalização com o prazo legislativo atual”, e é amplamente semelhante ao modelo regulatório já aplicado à Sabesp em sua privatização.O Morgan Stanley reforça que, apesar das exigências, a tese de investimento na Sabesp permanece sólida por ser de baixo risco e contar com “catalisadores de curto prazo assimétricos para cima”.BlocosO estado divulgou uma lista de 146 municípios que aderiram ao programa, incluindo cidades de relevância como Piracicaba, São José do Rio Preto e Indaiatuba. Como esperado pelo mercado, Campinas não foi incluída nesta etapa. Os municípios serão agrupados em blocos regionais baseados em infraestrutura compartilhada, embora a configuração final desses grupos ainda esteja indefinida.O governo deve agrupar essas localidades em blocos regionais por proximidade geográfica. O critério de vitória será o maior bônus de outorga, com previsão de etapa de viva-voz se as ofertas forem próximas. O novo operador também terá garantias contra riscos de execução não gerenciáveis, como atrasos em licenças locais. “Riscos relacionados à aprovação tardia de licenças locais são considerados pela agência reguladora como riscos não gerenciáveis e não impactam o equilíbrio econômico”, detalha o Itaú BBA.InstituiçãoClassificaçãoPreço-AlvoMorgan StanleyCompraR$ 161,74Itaú BBACompraR$ 154,48The post Segunda fase do UniversalizaSP pode alcançar R$ 100 bi; Sabesp é a favorita appeared first on InfoMoney.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *