O Senado Federal incluiu na ordem do dia da terça-feira, 1º de setembro, a proposta que estabelece um Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata). O cerne da proposta são benefícios fiscais para empresas que instalem ou ampliem datacenters no Brasil.O senador Cid Gomes (PSB-CE), relator da proposta no Senado, ainda não apresentou o seu parecer.O texto foi aprovado na Câmara dos Deputados em fevereiro. Se passar no Senado Federal com a mesma redação, ficará suspenso o pagamento de tributos federais incidentes na venda no mercado interno e na importação de componentes eletrônicos e de outros produtos de tecnologias da informação e comunicação.Leia também: A nuvem tem CEP: por que o Brasil não pode mais adiar o REDATABrasil tem janela de 3 anos para se tornar competitivo em data centers, segundo setorA sustentação ocorre apenas para os itens destinados ao ativo imobilizado de pessoa jurídica habilitada ao Redata. Ou seja, haverá isenção no pagamento de PIS/Pasep, Cofins, PIS/Pasep-Importação, Cofins-Importação, Imposto sobre Produtos Industrializados e Imposto de Importação.A Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais do Brasil (Brasscom) estima que o déficit brasileiro na balança comercial de Serviços de Computação e Informação dobrou em apenas três anos, saltando de US$ 2,4 bilhões no 1º semestre de 2023 para preocupantes US$ 4,8 bilhões no 1º semestre de 2026.“A aprovação do ReData é vista como fundamental para reverter essa dependência e ampliar a capacidade do país de desenvolver, ofertar e exportar serviços digitais de maior valor agregado”, disse a entidade representativa.The post Senado vota Redata na terça-feira, com incentivo fiscal para data centers no Brasil appeared first on InfoMoney.
