A conexão de internet via satélite está se popularizando ao redor do mundo. Já conhecida em regiões rurais, agora o interesse surge diretamente dos consumidores que desejam sinal em locais remotos em que a rede de banda larga ou dados móveis não alcançam.No Brasil, não há muitas operadoras que oferecem esse tipo de serviço. Nesta semana, a Vivo anunciou parceria com a Starlink chamada Vivo Satélite que promete conectar smartphones gratuitamente no período de testes.LEIA MAIS: SpaceX negocia acesso a 80 mil torres para desafiar gigantes da telefonia nos EUAOutras empresas também já disponibilizam internet via satélite com velocidade satisfatória a depender da tarefa. O mercado brasileiro ainda testa a novidade.Usar a Starlink no celular, por exemplo, sem depender de uma antena instalada em casa, está mais perto de se tornar realidade com a autorização temporária da Vivo, que tem até 22 de abril de 2029, para operar a conexão Direct to Device (D2D).Operadoras com internet via satélite no BrasilStarlinkO preço da Starlink no celular ainda não foi definido no Brasil, somente em planos viagem. A SpaceX não anunciou valores para o Direct to Device nem informou se haverá uma assinatura própria ou cobrança pelas operadoras parceiras.O serviço móvel funciona de forma diferente da banda larga da Starlink disponível hoje: o celular se conecta aos satélites sem antena externa ou terminal dedicado.O consumidor comum conta com as seguintes opções:Residencial (100 Mbps): R$ 189 mensais;Residencial Máx (até mais de 400 Mbps): R$ 249 mensais;Plano Viagem (100 GB): R$ 339 mensais;Plano Viagem (Ilimitado): R$ 619 mensais.Já os estabelecimentos comerciais contam com mais planos disponíveis. Eles se dividem entre plano local, destinado a empresas fixas ou com escritórios em um único país ou viagens regionais, e o plano global, que oferece conectividade marítima e de maior deslocamento em terra. Veja as opções:Prioritário Local 50 GB: R$ 245 mensais;Prioritário Local 500 GB: R$ 685 por mês;Prioritário Local 1 TB: R$ 1.235 por mês;Prioritário Local 2 TB: R$ 2.335 por mês;Prioritário Global 50 GB: R$ 1.695 por mês;Prioritário Global 500 GB: R$ 4.395 por mês;Prioritário Global 1 TB: R$ 7.770 por mês;Prioritário Global 2 TB: R$ 14.520 por mês.O equipamento de recepção, em todos os casos, deve ser comprado à parte. Os kits variam de R$ 1.199, na Starlink Mini, a R$ 2.400 no modelo Padrão, antes de promoções e outras condições de contratação.O Starlink Direct to Device funciona em smartphones 4G LTE compatíveis, sem exigir modificações no aparelho nem antena externa. Os satélites de baixa órbita da SpaceX fazem a comunicação diretamente com o celular, de forma semelhante às torres de telefonia.As referências já disponíveis no Brasil e em outros mercados incluem aparelhos das seguintes famílias:Apple: iPhone 13, iPhone 14, iPhone 15 e gerações mais recentes;Samsung: Galaxy S a partir do S21 e dobráveis Galaxy Z Flip e Z Fold da terceira geração em diante;Google e Motorola: modelos recentes das linhas Google Pixel, Motorola Edge e Motorola Razr.Para o usuário, a troca entre a rede terrestre e o sinal via satélite acontece sem instalar acessórios no aparelho. Em uma área sem cobertura convencional, como uma estrada ou região rural, o smartphone passa a usar a conexão por satélite quando o serviço estiver disponível.Vivo — Vivo SatéliteA Vivo (VIVT3) oficializou nesta segunda-feira (26) um novo serviço no mercado brasileiro ao habilitar a conexão de smartphones comuns diretamente à rede de satélites da Starlink, apelidada de Vivo Satélite. O serviço será gratuito por tempo limitado. A solução surge como um complemento à malha de telefonia atual, permitindo que assinantes continuem utilizando ferramentas essenciais de comunicação e localização mesmo nos locais mais isolados da geografia nacional.Para os clientes com planos elegíveis, o sistema libera o funcionamento de aplicativos de mensagem, mapas e o canal de atendimento da empresa. A troca de textos, áudios e localização ocorre sem descontar da franquia mensal do cliente. No entanto, funcionalidades que exigem mais banda larga, como videochamadas ou navegação em sites diversos, permanecem bloqueadas devido às atuais limitações de tráfego do formato.Vale lembrar, por outro lado, que esse não é um serviço operado pela Vivo diretamente, como é o caso da internet de fibra óptica. Nesse caso, é uma parceria com a Starlink que está em fase de testes até abril de 2029.HughesNetCom foco na cobertura rural, foi uma das pioneiras no país com esse tipo de serviço. A empresa também atende operadoras, agronegócio, educação e instituições governamentais.As assinaturas oferecem pacotes específicos de bônus e instalação garantida da antena e modem. Confira as opções:Plano Flex 100 Especial (100 GB, com bônus de 200 GB e horário bônus da meia-noite às 9h): a partir de R$ 139 por mês;Plano Flex 200 Especial (200 GB, com bônus de 600 GB e horário bônus da meia-noite às 9h): a partir de R$ 159 por mês.ViasatO modelo de velocidade é fixo: até 35 Mbps de download e 3 Mbps de upload. Os planos variam no preço a depender se o consumidor prefere pagar mais na mensalidade ou na taxa de instalação.A Viasat ainda libera o modo “Noite Livre”, garantindo dados ilimitados durante a madrugada (meia-noite às 7 horas da manhã). Confira os planos:Viasat Ultra +:200 GB de franquia por R$ 319 por mês (taxa de instalação de R$ 899);Viasat Ultra: 200 GB de franquia por R$ 399 (taxa de instalação de R$ 199).Claro Empresas — IPSatUma opção somente para empresas, a tradicional operadora Claro usa a tecnologia de Banda KA voltada para “áreas afastadas ou com infraestrutura limitada”. Os valores não são fixos e dependem de orçamento avaliado pela empresa a partir da necessidade corporativa. Outras empresas já anunciaram expansão para oferecer em breve a conexão via satélite, como Brisanet, Unifique, Iez!, SpaceSail e Amazon Leo, mas dependem da instalação e autorização para o lançamento oficial.The post Sinal em qualquer lugar? Conheça as operadoras com internet via satélite no Brasil appeared first on InfoMoney.
