O Ibovespa abriu a terça-feira, 6, em leve alta (+0,01%), em 206.924,61 pontos, e logo renovou máxima a 209.522,60 pontos (+1 26%), mas não sustentou o movimento. Posteriormente, virou para o negativo, atingindo mínimas e perdendo o nível de 205 mil pontos.Às 11h26 (horário de Brasília), o Ibovespa caía 0,82%, aos 205.376,46 pontos, ante recuo de 1,01%, na mínima em 204.832,36 pontos, e máxima em 109.522,60 (+1,26%). Ente as ações de primeira linha, Vale (VALE3) cedia 1,81%, enquanto Petrobras (PETR3;PETR4) recuava entre -2,71% (PN) e -1,75% (ON). No caso de bancos, só subiam Itaú (ITUB4, +1%) e Bradesco (BBDC3, 1,7%/ON e BBDC4, 2,43%/PN). O maior recuo da carteira era Banco do Brasil (BBAS3, -6,19%) e a maior alta, Azzas (AZZA3, +5,14%).A perda de fôlego é atribuída em parte a um ajuste após a disparada na véspera com o resultado primeiro turno da eleições, que mostraram Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial. No mercado, há expectativas de que, se eleito, o senador do PL adote uma postura menos expansionista.Leia tambémComprar ou realizar? O que fazer na Bolsa e na renda fixa após o rali do 1º turnoGestores e analistas divergem sobre o fôlego do rali na Bolsa e nos títulos públicos; veja o que fazer com a carteira nesse momento“É mais um ajuste às médias, mas o movimento estrutural do Ibovespa ainda é de alta”, diz Leonardo Mendes, consultor financeiro da Manchester Investimentos. “Se for eleito, há a possibilidade de Flávio Bolsonaro adotar uma política voltada à retomada do superávit primário no País, o que poderia derrubar os juros e ajudar a destravar o custo de capital das empresas”, afirma.O economista e consultor financeiro da Manchester Investimentos, Leonardo Mendes, destacou que o movimento desta terça-feira nos mercados domésticos mostra uma continuidade da reprecificação dos ativos brasileiros, “mas naturalmente em uma intensidade bem menor depois do movimento excepcional de ontem”.“Depois de uma valorização tão forte em um único pregão é natural vermos realização e bastante volatilidade”, disse Mendes.Ainda assim, mesmo com o recuo, o Ibovespa segue operando acima dos 200 mil pontos, próximo das máximas históricas.Leia tambémIbovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa cai 1% com pressão de PETR4, VALE3 e BBAS3Bolsas dos EUA sobem e S&P 500 atinge máxima intradiária com ganhos de IA“Com este movimento, o índice confirma a volta à tendência de alta e passa a apontar para a região de 220.000 pontos no curto prazo e 245.000 pontos no médio prazo”, disse o Itaú BBA em seu relatório Diário do Grafista.Segundo os analistas do banco, para manter a tendência de alta, “o Ibovespa terá que continuar acima do suporte em 181.500 pontos”.No exterior, o S&P 500 e o Nasdaq atingiram máximas recordes em Nova York, com o recuo dos rendimentos dos Treasuries e do petróleo, enquanto os investidores aguardavam a próxima temporada de divulgação de balanços trimestrais.Além disso, pesa no Ibovespa o recuo de cerca de 2% nas cotações do petróleo no exterior, em meio a sinais de alta nas exportações da commodity do Oriente Médio, em dia de agenda esvaziada de indicadores aqui e lá fora. Em Nova York, os índices das bolsas avançam, diante da ideia de menos pressão inflacionária em parte devido ao terceiro pregão seguido de recuo do petróleo.Ontem, o Ibovespa fechou em alta de 7,70%, nos inéditos 206.911,89 pontos, após máxima em 209.605,70 pontos.A despeito do avanço na véspera, o Morgan Stanley vê espaço para o Índice Bovespa alcançar 250 mil pontos no curto prazo, o que representaria uma alta de cerca de 30% em relação ao nível anterior ao primeiro turno das eleições presidenciais.Já o dólar caiu 4,12%, para R$ 5,0018, e os juros futuros recuaram mais de 100 pontos-base, alimentando expectativas de quedas na taxa Selic em novembro e dezembro de 2026 e em 2027. Hoje, os ativos dão continuidade ao movimento anterior.“A curva de juros mostrou, em reais, quanto o País paga pela desconfiança sobre suas contas públicas e quanto pode economizar quando essa desconfiança diminui”, afirma Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital.Segundo Rodrigo Moliterno head de renda variável da Veedha Investimentos, o recuo do dólar ante o real sugere vendas grandes nas mesas institucionais da divisa norte-americana, de estrangeiro entrando no Brasil. “Isso pressiona o dólar para baixo.”Agora, investidores ficam à espera de pesquisas eleitorais, que sairão na quinta-feira, para o segundo turno.As atenções se voltam ao Senado, com a possibilidade do início das discussões da proposta do fim da escala 6×1, diz Silvio Campos Neto, economista-sênior da Tendências Consultora. No entanto, completa em nota, relatos na imprensa apontam dúvidas quanto ao avanço do tema neste momento.DESTAQUESPETROBRAS PN (PETR4) recuava 2,71% e PETROBRAS ON (PETR3) perdia 1,8%, na esteira do recuo do petróleo no exterior, com o Brent operando em queda de 1,71%.ITAÚ UNIBANCO PN (ITUB4) subia 0,89%, BRADESCO PN (BBDC4) avançava 2,52%, SANTANDER BRASIL UNIT (SANB11) subia 0,03% e BTG PACTUAL (BPAC11) ia na contramão, recuando 3,83%.BANCO DO BRASIL ON (BBAS3) recuava 6,23%, liderando as quedas do Ibovespa. Pela manhã, o JPMorgan rebaixou a recomendação para o papel de “neutro” para “underweight”.VALE ON (VALE3) recuava 1,81%. No setor, USIMINAS PNA (USIM5) recuava 1,47%, enquanto GERDAU PN (GGBR4) registrava declínio de 1,24%.(com Reuters e Estadão Conteúdo)The post Só correção? O que explica queda do Ibovespa nesta terça depois de salto com 1º turno appeared first on InfoMoney.
