S&P rebaixa BRB pela segunda vez em 3 meses e cita incertezas sobre capitalização

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O Banco de Brasília (BRB) sofreu um novo rebaixamento de classificação de risco pela S&P Global. A agência reduziu a nota da instituição de brB- para brCCC+/brC, aprofundando a deterioração da avaliação de crédito do banco em meio aos efeitos da crise desencadeada pelo colapso do Banco Master.É o segundo corte promovido pela agência em menos de três meses. Em comunicado ao mercado, a S&P afirmou que a decisão reflete a “crescente incerteza” em torno da instituição e os riscos relacionados à execução de seu plano de recomposição de capital.A classificação coloca o BRB em uma faixa considerada altamente especulativa. Segundo a metodologia da própria agência, emissores avaliados em “brCCC” apresentam vulnerabilidade elevada e dependem de condições econômicas e financeiras favoráveis para conseguir honrar seus compromissos.Pressão sobre o patrimônioO rebaixamento ocorre após uma sequência de eventos que fragilizaram a posição financeira do banco controlado pelo Governo do Distrito Federal. Nos últimos anos, o BRB ampliou sua exposição ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. Entre as operações realizadas esteve uma tentativa de aquisição do Master que acabou barrada pelo Banco Central.Leia tambémUE fecha mercado para carnes do Brasil e coloca US$ 1,8 bilhão em riscoDecisão afeta exportações de carne bovina, frango e outros produtos de origem animal e amplia pressão sobre um dos principais setores da balança comercial brasileiraRaízen protocola plano de recuperação extrajudicial para dívida de R$ 64,7 biEntre as principais medidas do plano está a injeção de capital de R$ 3,5 bilhões pela Shell, além da possibilidade de aporte adicional de R$ 500 milhões pela Aguassanta ParticipaçõesA situação se agravou após a deflagração da Operação Compliance Zero, em novembro de 2025. A investigação resultou na prisão e no afastamento de executivos ligados às duas instituições.Enquanto o Banco Central decretou a liquidação do Master e de outras empresas do conglomerado, o BRB passou a buscar alternativas para fortalecer sua estrutura de capital.O banco também enfrentou atrasos na divulgação de demonstrações financeiras e iniciou negociações para captar recursos no mercado.Na avaliação da S&P, a capacidade de execução dessas medidas será determinante para a estabilização da instituição nos próximos meses.Em abril, a Moody’s também reduziu a nota de crédito do BRB. Na ocasião, a agência apontou deterioração do perfil financeiro da instituição e mencionou aumento do risco de inadimplência.The post S&P rebaixa BRB pela segunda vez em 3 meses e cita incertezas sobre capitalização appeared first on InfoMoney.

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