O mercado de escritórios de alto padrão em São Paulo apresentou melhora no segundo trimestre de 2026 (2T26), enquanto o segmento logístico brasileiro manteve forte ritmo de absorção e o Rio de Janeiro registrou nova queda na vacância. Os dados fazem parte de um levantamento preliminar exclusivo da Buildings.Segundo os dados, apurados em aproximadamente 90% da base monitorada pela consultoria, a vacância dos escritórios de alto padrão em São Paulo caiu para 12,5% ao final do segundo trimestre, abaixo dos 13,3% registrados nos três primeiros meses do ano.Em termos absolutos, a área disponível na capital paulista recuou de 758,1 mil metros quadrados para 675,5 mil metros quadrados. O movimento reforça a trajetória de recuperação do mercado corporativo, que vem reduzindo os espaços vagos desde o terceiro trimestre de 2023, quando a vacância alcançava 23,7%.Os eixos da Faria Lima, Brooklin e Chucri Zaidan concentraram parte relevante das locações registradas no período, impulsionando a absorção líquida do trimestre.Entre as principais operações está a locação de aproximadamente 11,1 mil metros quadrados pela Claro Brasil no edifício Quota Corporate, na Chácara Santo Antônio.Leia Mais: Fundos “menos” imobiliários e mais “financeiros”; efeitos da maior liquidez dos FIIsBraskem e BMA são os principais locatários do 2T26 em São Paulo Outra operação de grande porte foi realizada pela Braskem, que alugou quase 9 mil metros quadrados na torre corporativa do empreendimento Alto das Nações.Na região da Faria Lima, o escritório BMA – Barbosa Müssnich Aragão Advogados ocupou aproximadamente 4 mil metros quadrados no edifício Bothanic.Também se destacaram as locações da GooRoo Crédito, que ocupou 3,7 mil metros quadrados no Rochaverá Corporate Towers, e da Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC), que absorveu cerca de 3,2 mil metros quadrados no LAC Corporate Boutique.Dados preliminares da Buildings mostram que as locações registradas até o momento resultaram em uma absorção próxima de 50 mil metros quadrados na capital paulista.Rio de Janeiro apresenta melhora gradualNo Rio de Janeiro, o mercado de escritórios corporativos continua apresentando ritmo mais moderado, embora os indicadores tenham mostrado evolução no segundo trimestre.A absorção líquida foi positiva em aproximadamente 19,7 mil metros quadrados, enquanto a taxa de vacância caiu de 25,3% para 24,2%.Apesar de ainda apresentar níveis elevados de espaços vagos, o mercado carioca vem registrando melhora gradual desde o fim de 2023, quando a vacância atingia 35,3%.Mercado logístico mostra forte expansãoNo segmento de condomínios logísticos de alto padrão, o segundo trimestre também apresentou bom desempenho, mostra a Buildings. A absorção líquida positiva já supera 700 mil metros quadrados, segundo os dados preliminares.Mesmo com a entrega de mais de 840 mil metros quadrados de novos empreendimentos no período, a taxa de vacância permaneceu estável em 6,8%, sustentada pelo elevado volume de locações e pré-locações.Entre as principais operações está a pré-locação de mais de 160 mil metros quadrados pelo Mercado Livre no empreendimento HGLG Simões Filho, na região metropolitana de Salvador.A Shopee também se destacou ao pré-locar mais de 100 mil metros quadrados no Parque Logístico Guarulhos II, além de aproximadamente 70 mil metros quadrados no BRZ 386 Logistics Park, no Rio Grande do Sul.Leia Mais: Imóvel para anos, imóvel para meses: a tese da TRX para lucrar até 38% no curto prazoThe post SP reduz vacância para 12,5% em escritórios; Rio sai de 35% para 24% em dois anos appeared first on InfoMoney.
