Com parceiros como Oracle e Nvidia, a WideLabs vem buscando se consolidar no mercado como a “OpenAI brasileira”. A empresa, responsável por um modelo de linguagem (LLMs) 100% nacional, a AmazônIA, planeja acelerar a expansão para outros países da América Latina, apoiada por uma rodada Série A de US$ 50 milhões que está em processo de captação.Em entrevista ao Startups, Beatriz Ferrareto, Partner e Chief of Business Development da WideLabs, aponta que os recursos devem reforçar diferentes frentes do negócio, incluindo expansão internacional, desenvolvimento tecnológico e o fortalecimento da estrutura já construída pela empresa.Hoje, a operação internacional da WideLabs está formalmente presente em Chile e El Salvador, mas o plano de expansão vai além desses dois mercados. Ainda segundo a executiva, o foco permanece na América Latina, aproveitando uma vantagem competitiva da empresa: a capacidade de desenvolver e adaptar seus modelos para os idiomas e particularidades da região.“Acho que tem uma coisa interessante da América Latina: somos todos países colonizados, com problemas muito parecidos e linguagem similar. Mas não estamos fechados só no regional”, aponta em entrevista.Leia também: Anthropic lança 12 novas ferramentas de IA jurídica no ClaudeLeia também: Quem é a Enter, unicórnio brasileiro de IA do setor jurídicoA familiaridade com o espanhol amplia o leque de oportunidades para a startup, que já se vê preparada para adaptar sua tecnologia a novos contextos e mercados além da região. “Se fizer sentido, por exemplo, expandir para a Europa no ano que vem, isso não é um limitador para a gente”, ressalta Beatriz.Parte dessa estratégia está ancorada no modelo que a WideLabs define como uma “fábrica de IA”. Na prática, isso significa atuar principalmente nas camadas de modelo e aplicação, desenvolvendo desde LLMs próprios até soluções customizadas para clientes, com a possibilidade de entregar, junto aos parceiros, toda a infraestrutura necessária para colocar essas ferramentas em operação. A proposta é oferecer ao cliente domínio total sobre a tecnologia, em linha com o conceito de soberania, que tem ganhado cada vez mais importância nesse mercado.Esse posicionamento, avalia a executiva, ajuda a explicar o motivo pelo qual a startup acredita estar pronta para competir fora do país. Para ela, desenvolver IA no Brasil funciona como um teste de resistência para qualquer tecnologia. “Quando você sobrevive ao Brasil, fazendo uma solução de inteligência artificial aqui, você consegue fazer em qualquer lugar”, opina.A tese da WideLabs é justamente essa: construir tecnologia de ponta localmente e, a partir dela, criar soluções escaláveis para outros mercados, sem abrir mão da customização necessária para cada país.Para sustentar essa expansão, a WideLabs aposta em um ecossistema de parceiros que ajuda a viabilizar desde infraestrutura até pesquisa e desenvolvimento. Entre os principais nomes estão NVIDIA, Positivo, Supermicro, Oracle, AWS e Ascenty, além de instituições acadêmicas como a Fundação Getúlio Vargas e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).Conteúdo produzido por Startups.com.brThe post Startups: Com rodada aberta, WideLabs quer avançar globalmente appeared first on InfoMoney.
