“Temos um computador dentro do forno”, diz fundador de gigante do food service

Blog

Antes de construir uma empresa global, André Rezende acumulou fracassos: tentou uma padaria em família e, depois, uma serralheria industrial. Nenhum dos negócios prosperou. Mas foram justamente essas experiências que acabaram criando as bases da Prática, fabricante mineira de equipamentos para food service que hoje emprega cerca de 750 pessoas.“Eu me mudei para Pouso Alegre [em Minas Gerais] para começar esse primeiro negócio na família, que era uma mescla de padaria, loja de conveniência e lanchonete”, afirmou o empresário. “Esses dois pequenos fracassos criaram aprendizados para nós e foram também duas sementes, na verdade, do que viria a ser a Prática”, conta, em entrevista ao Do Zero ao Topo. A principal lição foi fugir de mercados excessivamente ‘commoditizados’ e buscar diferenciação tecnológica. Foi assim que nasceu a ideia de desenvolver fornos mais econômicos motivada, inicialmente, pela dor de uma conta de luz alta em padarias.“Identificamos uma oportunidade de fazer equipamentos mais eficientes do ponto de vista energético”, contou André.Décadas depois, essa aposta acabaria se tornando uma das grandes vantagens competitivas da companhia que, em 2026, ultrapassará a marca de R$ 500 milhões de faturamento.Apagão que virou oportunidadeEm 2001, quando o Brasil enfrentou uma grave crise energética, a Prática ainda fabricava apenas fornos elétricos. O cenário, segundo Rezende, parecia ameaçador. Mas a empresa decidiu transformar a crise em oportunidade. “Muito rapidamente, desenvolvemos um forno a gás bi-energético”, afirmou André.O equipamento alternava automaticamente entre eletricidade e gás nos horários de pico de consumo energético. A solução chamou atenção até das concessionárias de energia e acabou impulsionando a expansão da empresa pelo país.“Foi um momento de arranque muito importante para a Prática”, disse.Programas de eficiência energética com empresas como Cemig, Light e Eletropaulo ajudaram a companhia a ganhar escala nacional.Embora atue em um mercado que, para muita gente, parece simples, André insiste que os produtos da companhia estão longe de ser commodities.“Tem um computador lá dentro [do forno]”, resumiu. Hoje, os equipamentos da Prática combinam softwares, conectividade, sensores, micro-ondas e sistemas de alta eficiência energética.Um dos exemplos mais recentes são os chamados speed ovens, utilizados por redes como Starbucks, Casa Bauducco e lojas de conveniência.Os equipamentos conseguem preparar alimentos em segundos combinando ar quente, micro-ondas e radiação térmica. A empresa, de acordo com o fundador, buscou apoio técnico até mesmo no Inatel, em Santa Rita do Sapucaí, polo tecnológico conhecido como “Vale do Silício brasileiro”.Para o executivo, os primeiros anos da Prática foram marcados por dificuldades financeiras e recomeços constantes. Mesmo após crescer, a empresa continuou enfrentando crises incluindo a pandemia, quando restaurantes fecharam em massa.Ainda assim, a companhia conseguiu se recuperar rapidamente apostando em segmentos que cresceram naquele momento, como delivery e centrais de produção de alimentos.Para saber mais detalhes sobre a Prática veja o episódio completo no Do Zero ao Topo. O programa está disponível em vídeo no YouTube e em sua versão de podcast nas principais plataformas de streaming como ApplePodcasts, Spotify, Deezer,  Spreaker,  Castbox  e  Amazon Music.Sobre o Do Zero ao TopoO podcast Do Zero ao Topo é uma produção do InfoMoney e traz, a cada semana, a história de mulheres e homens de destaque no mercado brasileiro para contar a sua história, compartilhando os maiores desafios enfrentados ao longo do caminho e as principais estratégias usadas na construção do negócio.The post “Temos um computador dentro do forno”, diz fundador de gigante do food service appeared first on InfoMoney.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *