Tesouro Direto volta do apagão com tombo de até 38 pontos-base pouco antes do Copom

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A plataforma do Tesouro Direto voltou a operar na tarde desta quarta-feira (4) com forte queda das taxas, depois de ficar fora do ar no começo da tarde. O Tesouro Prefixado 2032 recuava 38 pontos-base, de 15,61% ao ano no fechamento de terça-feira (3) para 15,23%. Na abertura, a queda era de 7 pontos-base. O Prefixado com Juros Semestrais 2037 caía 36 pontos-base, para 15,12%, e o Prefixado 2029, 30 pontos-base, para 14,89%.Entre os títulos atrelados à inflação, o Tesouro IPCA+ 2032 teve a maior queda, de 17 pontos-base, de IPCA + 8,04% para IPCA + 7,87%. O IPCA+ com Juros Semestrais 2037 recuou 14 pontos-base, para IPCA + 7,77%. Nos vencimentos mais longos, as quedas foram menores, de até 8 pontos-base, e o IPCA+ 2050 ficou estável, em IPCA + 7,41%.Com o movimento, os prefixados apagam toda a alta de terça, quando haviam subido até 26 pontos-base na volta do feriado de Finados. O Prefixado 2032 está no menor nível desde a abertura de 28 de outubro.A queda ocorre em meio à melhora do ambiente internacional depois de os democratas conquistarem o controle da Câmara e do Senado americanos, em um revés para o presidente Donald Trump. Pela manhã, os rendimentos dos Treasuries recuavam, o petróleo caía e as bolsas de Nova York e da Europa subiam. Para Leonardo Mendes, economista e consultor financeiro da Manchester, o resultado das eleições americanas “joga o petróleo e os juros para baixo”, afirma.No Brasil, o Ibovespa subia pela manhã e caminhava para interromper uma sequência de seis quedas, e o dólar recuava.O Comitê de Política Monetária (Copom) anuncia às 18h30 a primeira decisão sobre a Selic desde a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A taxa está em 13,75% ao ano. Antes do segundo turno, a maior parte do mercado esperava um corte de 0,25 ponto percentual, mas a desvalorização do real, a alta dos juros futuros e a piora das expectativas de inflação aumentaram as apostas em manutenção.“A piora das projeções de inflação, a alta dos juros futuros e a depreciação do real reduziram o espaço para o Copom avançar com cortes adicionais sem aumentar a percepção de risco fiscal e de credibilidade da política monetária”, afirma Otávio Araújo, consultor sênior da ZERO Markets Brasil. Para Marianna Costa, economista da Mirae Asset, “a decisão e o comunicado serão importantes para avaliar como o Banco Central incorpora a piora do balanço de riscos e se mantém aberta a possibilidade de retomada dos cortes adiante”.Veja as taxas do Tesouro Direto às 15h25 desta terça-feira (4):TítuloRendimento AnualVencimentoTesouro Reserva 2036SELIC01/01/2036Tesouro Selic 2031SELIC + 0,1062%01/03/2031Tesouro Prefixado 202914,89%01/01/2029Tesouro Prefixado 203215,23%01/01/2032Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 203715,12%01/01/2037Tesouro IPCA+ 2032IPCA + 7,87%15/08/2032Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037IPCA + 7,77%15/05/2037Tesouro IPCA+ 2040IPCA + 7,58%15/08/2040Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045IPCA + 7,53%15/05/2045Tesouro IPCA+ 2050IPCA + 7,41%15/08/2050Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060IPCA + 7,49%15/08/2060The post Tesouro Direto volta do apagão com tombo de até 38 pontos-base pouco antes do Copom appeared first on InfoMoney.

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