Tesouro IPCA+ 2026 vai vencer: como reinvestir e aproveitar nível de juros histórico?

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Investidores que compraram o Tesouro IPCA+ 2026 vão receber, no dia 14 de agosto, a remuneração por terem “emprestado” dinheiro para o Tesouro Nacional. Em um cenário de juros reais elevados, porém, é natural que muitos optem por reinvestir no próprio Tesouro IPCA+ (NTN-B). Em relatório, a equipe de renda fixa da XP recomenda usar o dinheiro para travar o juro real, desde que esteja disposto olhar além do curto prazo.O recurso volta ao bolso do investidor em um momento desafiador. A Selic está em 14,25% ao ano e o cenário-base da XP prevê um último corte em agosto, para 14%, seguido de pausa prolongada. A retomada das reduções em 2027, segundo a casa, depende da evolução da agenda fiscal e macroeconômica.Enquanto isso, os juros reais oferecidos pelas NTN-Bs seguem em uma faixa observada em menos de 10% da série histórica, aponta o relatório. Nesta terça-feira (14), o Tesouro IPCA+ 2032 paga inflação mais 8,12% ao ano.É nesse contexto que quem recebe o valor investido e a remuneração de volta se vê diante de uma escolha: ficar no conforto do pós-fixado, que remunera bem atualmente, mas precisará ser reinvestido a taxas cada vez menores ao longo do ciclo de cortes, ou aproveitar o vencimento para travar os níveis atuais de taxa por um prazo longo.Leia tambémNova febre da renda fixa vira colosso que oferece até CDI+5%, mas exige cuidadosRicardo Binelli, sócio da Solis, vê fundos de recebíveis atrativos para o varejo, mas alerta para riscos da disputa por ativos reduzir controles de prazos e liquidez; veja mais recomendações de especialistasOnde reinvestir?Para a XP, deixar tudo no pós-fixado embute o chamado risco de reinvestimento, que é “a impossibilidade de recolocar o dinheiro em condições iguais ou melhores que as atuais”, segundos os analistas. A casa projeta a Selic em 11,50% já no fim de 2027, o que significa que o rendimento oferecido pelo CDI hoje não estará disponível quando o dinheiro precisar ser realocado.Optar por outra NTN-B curta também não resolveria o problema, na avaliação da casa. Isto seria o mesmo que adiar a questão para 2028, quando a curva de juros inteira tende a estar mais baixa. O papel curto deve render menos que o próprio CDI, considerando as projeções de inflação da XP.A preferência da XP está no Tesouro IPCA+ convencional, sem juros semestrais. O motivo é que o título com cupom trava apenas parte do prêmio atual, já que cerca de 6% ao ano retornam ao investidor em pagamentos periódicos, que precisariam ser reinvestidos a taxas menores no cenário de queda dos juros. Já o papel sem cupom entrega, a quem carrega até o vencimento, exatamente a taxa contratada na compra.Entre os vencimentos, o Tesouro IPCA+ 2035 é apontado como o melhor equilíbrio entre carrego e risco, indicado para os perfis conservador e moderado. O Tesouro IPCA+ 2040, mais sensível aos movimentos da curva de juros, fica reservada ao perfil sofisticado.Leia também: Adeus, IPCA+8%? Como investidor é afetado se Tesouro puxar o gatilho da intervençãoNo cenário-base da corretora, de taxas estáveis, o retorno em 12 meses deve ser de 12,9% no vencimento em 2035 e 12,5% em 2040. O relatório também calcula o “breakeven de carrego” – quanto a taxa de cada papel pode subir em um ano antes que o retorno total do período fique negativo. No caso do Tesouro IPCA+ 2035, seria necessária uma abertura superior a 150 pontos-base, acima das máximas da série histórica. Já se as taxas caírem 100 pontos-base, o retorno estimado em 12 meses chega a 21,4% no 2035 e a 26,4% na 2040; se subirem na mesma magnitude, fica em 5,0% e 0,4%, respectivamente.No entanto, a XP pondera que, no horizonte de 12 meses, a estratégia pode render abaixo do CDI. Para a parcela em títulos públicos empatar com o pós-fixado no primeiro ano, seria necessário uma inflação acima de 5,6% (no caso do Tesouro IPCA+ 2035) ou de 6,0% (Tesouro IPCA+ 2040), contra projeção da casa de 5,2% para 2026 e 4,5% para 2027. A recomendação, diz o relatório, foi construída para o médio e o longo prazo, “e é nesse prazo que os resultados devem ser avaliados”.Na frente de crédito privado, a XP destaca as debêntures incentivadas de emissores high grade (de alta qualidade de crédito), isentas de Imposto de Renda para a pessoa física. Segundo cálculos da corretora, um papel que paga IPCA+ 7,5% equivale a IPCA+ 9,30% em termos brutos – prêmio relevante sobre a NTN-B de prazo comparável. A recomendação limita a duration (prazo médio) do crédito à faixa de cinco a sete anos; o alongamento maior fica reservado aos títulos públicos.Leia também: Até IPCA+17%? Disparada de juros abre oportunidades e riscos na renda fixaThe post Tesouro IPCA+ 2026 vai vencer: como reinvestir e aproveitar nível de juros histórico? appeared first on InfoMoney.

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