A revista britânica The Economist publicou nesta sexta-feira (25) um editorial crítico à disputa presidencial brasileira e afirmou que a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas deixa o país diante de uma escolha que considera “sombria”.Na avaliação da publicação, nenhum dos dois candidatos oferece respostas convincentes para problemas que a revista identifica como centrais: corrupção e expansão dos gastos públicos. O editorial sustenta que o potencial econômico brasileiro permanece limitado por entraves políticos e institucionais.A The Economist destaca ativos como petróleo, potencial hidrelétrico, terras agrícolas, Amazônia e reservas de minerais estratégicos, mas afirma que o país ainda não converteu essas vantagens em crescimento sustentado.A revista recorre à imagem de Brasília, construída com um plano urbanístico associado à forma de um avião, para afirmar que o Brasil continua “preso na pista”.Leia tambémLula estuda programa para comprar dívidas antigas de famílias com desconto de até 95%Tesouro poderá adquirir débitos antigos por meio de leilão; desenho final ainda passa por avaliação jurídica e fiscalDatafolha: Lula tem 40% e Flávio, 36% no 1º turno e disputa segue empatada no 2ºPresidente oscila um ponto para cima em relação à semana passada; no segundo turno, petista tem 47% e senador, 45%Críticas a LulaNo caso de Lula, o foco do editorial está principalmente na política econômica.A revista avalia que o presidente avançou pouco em reformas estruturais e defende que o próximo governo priorize o controle da dívida e da inflação para criar condições para juros mais baixos.A idade de Lula, de 81 anos, também é mencionada. A publicação traça uma comparação com Joe Biden, que abandonou a eleição americana de 2024 após aumentar as dúvidas sobre sua capacidade de disputar outro mandato.Na quinta-feira (24), em reportagem opinativa anterior ao editorial, a revista já havia usado uma expressão depreciativa para descrever Lula e feito críticas à permanência do petista no centro da política brasileira.Flávio também é alvoFlávio Bolsonaro recebe críticas por suas posições sobre mudanças climáticas, sistema eleitoral e pela relação com o legado político de Jair Bolsonaro.Segundo a revista, declarações do senador colocariam em dúvida sua disposição de aceitar uma eventual derrota. A publicação também associa seu entorno político a personagens envolvidos em investigações criminais.Como estava Lula x Bolsonaro a três semanas das urnas em 2022? Veja a diferençaEssas caracterizações fazem parte da avaliação editorial da revista e são contestadas por aliados do candidato.Na reportagem publicada na véspera, a The Economist também usou linguagem crítica para caracterizar Flávio e sua trajetória política.Master entra na análiseO editorial cita ainda o escândalo do Banco Master e suas conexões com integrantes do Supremo Tribunal Federal.A revista afirma que as investigações expuseram relações entre Daniel Vorcaro e ministros da Corte e avalia que o episódio ampliou a desconfiança do eleitorado em relação às instituições.Campanhas apostam na crise do STF, mas eleitor pouco muda de votoO tema ganhou peso na campanha nas últimas semanas, com governo e oposição explorando politicamente as conexões reveladas pelas investigações.The post The Economist chama disputa entre Lula e Flávio de “sombria” e critica os dois appeared first on InfoMoney.
