Tivit separa cheque de R$ 1 bilhão para ciclo de aquisições em tecnologia

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A multinacional de tecnologia brasileira Tivit tem um cheque de R$ 1 bilhão separado para aquisições na América Latina. Os valores serão destinados especialmente para a compra de desenvolvedoras de software e hardware proprietários na faixa de R$ 20 milhões a R$ 200 milhões em faturamento anual.A estratégia começa pouco mais de um ano após a aquisição da própria Tivit pelo Grupo Almaviva, em junho de 2025. “O anúncio se dá justamente porque encerramos um ciclo de um ano muito focado na integração. Agora começamos a abrir algumas vias de aceleração e crescimento”, afirma o diretor de estratégia, M&A e marketing da Tivit, Mitri Britto.No caso da Tivit, os alvos são empresas em seis plataformas de serviços dedicados aos setores de Governo (com foco em Segurança Pública e Defesa), Mercado Financeiro, Transportes, Manufatura, Saúde e Utilities. Além disso, a companhia olha para aquisições de empresas capazes de atender diversas indústrias nas áreas de Inteligência Artificial e Segurança Cibernética.Leia mais: Fusões e aquisições somam R$ 210,7 bi em 2026, com queda no número de operaçõesO modelo foi inspirado na controladora: “Esse modelo de diversificar com soluções proprietárias verticais era o que a Almaviva estava seguindo e vinha dando muito certo. Decidimos replicar isso de uma forma estruturada e, antes de lançar para o mercado, fazer o nosso dever de casa”, aponta Britto.MapeamentoEntende-se por “dever de casa” um mapeamento de 620 empresas que resultou em 308 abordagens pela Tivit. Conversas evoluíram com 75 delas e, no fim, a Tivit formou uma shortlist de 15 oportunidades em aprofundamento. Esse é apenas um grupo piloto e novas empresas ainda serão avaliadas para potenciais aquisições.Para chegar às companhias, a Tivit primeiro analisou quais eram as lacunas enfrentadas por diferentes indústrias em soluções tecnológicas. Se não houvesse uma alternativa de software ou hardware massiva para aquela solução, a Tivit tentaria encontrar alguma empresa com um produto similar já desenvolvido para dar escala via aquisição.Leia mais: Nobel da Economia trata de inovação; mas quão inovador afinal é o Brasil?“O cheque de R$ 1 bilhão será originado de caixa próprio da Tivit. Não estamos trazendo dinheiro da Itália [sede do Grupo Almaviva]”, conta Britto. Ele explica ainda que a faixa de R$ 20 milhões a R$ 200 milhões de faturamento para as companhias selecionadas é apenas uma base para um determinado nível de maturidade das companhias e há flexibilidade em relação aos números.A estrutura das aquisições será avaliada caso a caso, mas o objetivo é reter os fundadores das companhias no ecossistema da Tivit. Segundo Britto, não há um prazo para quando o investimento total do R$ 1 bilhão será concluído.Estratégia“A Tivit é uma empresa com capilaridade, proximidade com as principais marcas do mercado. A marca e a carteira de clientes dessas companhias-alvo apenas ajudam a garantir que o produto é validado e gera valor”, aponta o executivo. Significa que a Tivit não está comprando essas companhias por conta de seus clientes, mas esse é um bom indicador de maturidade das soluções desenvolvidas.Nos últimos dois anos, o Grupo destinou mais de R$ 6 bilhões a operações de M&A, com aproximadamente metade desse montante direcionada à América Latina, incluindo a própria Tivit. Além da estratégia de crescimento via aquisições desenvolvida pela própria Tivit, parte do crescimento também passa pela “tropicalização” de soluções da sua controladora.“Quando falamos de IA, temos uma operação, mas trazemos da Almaviva muitas soluções bem interessantes para o mercado brasileiro”, afirma Britto. “Gostamos muito da estratégia de M&A para entrar em um nicho específico, verticalizado, com conhecimento muito específico sobre determinada indústria.”The post Tivit separa cheque de R$ 1 bilhão para ciclo de aquisições em tecnologia appeared first on InfoMoney.

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