Transferência de Bolsonaro tem carros descaracterizados, agentes à paisana e escolta

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O ex-presidente Jair Bolsonaro deixou a superintendência da Polícia Federal em Brasília e seguiu para o Hospital DF Star, onde fará uma cirurgia na quinta-feira, sob forte esquema de segurança.O comboio que levou Bolsonaro deixou a PF pela saída dos fundos e foi escoltado por treze batedores da Polícia Militar do Distrito Federal, que abriram o caminho. Quatro carros descaracterizados da Polícia Federal estavam no comboio, e Bolsonaro estava no segundo veículo.Leia tambémBolsonaro deixa prisão e é internado em hospital de Brasília para cirurgiaEx-presidente saiu da Polícia Federal após 32 dias preso e passará por procedimento para correção de hérnia inguinal bilateralBolsonaro será vigiado por agentes da PF 24 horas por dia durante internaçãoMoraes proibiu o ingresso de computadores, celulares ou ‘quaisquer dispositivos eletrônicos no quarto do ex-presidenteQuatro agentes da PF à paisana ficaram posicionados do lado de fora do hospital acompanhando a movimentacão. A segurança da área foi reforçada com três viaturas da PM-DF e oito policiais.Ele saiu da prisão por volta das 9h30 e chegou à unidade de saúde em cerca de cinco minutos.A internação será marcada também por restrições de acesso. A decisão do ministro Alexandre de Moraes detalha como será cada etapa da passagem de Bolsonaro pelo hospital DF Star, em Brasília, onde ele será submetido a exames e a uma cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral.A ordem judicial determina vigilância ininterrupta. Pelo menos dois policiais federais deverão permanecer permanentemente posicionados na porta do quarto hospitalar, com fiscalização 24 horas por dia. Além disso, a PF manterá equipes de prontidão dentro e fora do hospital, com autonomia para reforçar o efetivo sempre que considerar necessário.O acesso ao quarto será rigidamente controlado. Moraes proibiu a entrada de celulares, computadores ou qualquer outro dispositivo eletrônico, com exceção apenas dos equipamentos médicos indispensáveis ao tratamento. A fiscalização do cumprimento da regra caberá exclusivamente à Polícia Federal, que atuará dentro da unidade hospitalar durante todo o período de internação.No plano pessoal, a decisão autoriza a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como acompanhante durante toda a internação, respeitadas as normas do hospital. Qualquer outra visita — inclusive de familiares próximos — dependerá de autorização judicial específica, o que na prática restringe o círculo de contato do ex-presidente enquanto estiver hospitalizado.A defesa havia solicitado a entrada recorrente de dois de seus filhos, Flávio e Carlos Bolsonaro, o que foi negado por Moraes.Do ponto de vista médico, esta quarta-feira será dedicada a exames clínicos, laboratoriais e de imagem, além do preparo pré-operatório. A cirurgia está prevista para a manhã de quinta-feira, dia de Natal, com duração estimada entre três e quatro horas, segundo informou o cirurgião Cláudio Birolini. A equipe médica se comprometeu a divulgar boletins diários com atualizações sobre os procedimentos e a evolução do quadro clínico.Além da correção da hérnia inguinal bilateral, os médicos avaliam a realização de um bloqueio anestésico do nervo frênico, procedimento que pode ajudar a controlar as crises de soluços persistentes relatadas por Bolsonaro nos últimos meses. O momento dessa intervenção ainda será definido, a depender da avaliação clínica após a cirurgia principal.Na decisão, Moraes frisou que a autorização para a internação não altera o cumprimento da pena de 27 anos e três meses de prisão imposta ao ex-presidente por tentativa de golpe de Estado. O ministro destacou que Bolsonaro mantém “plenas condições de tratamento de saúde” mesmo sob custódia e que o hospital escolhido fica em local próximo à Superintendência da Polícia Federal, o que, segundo ele, preserva a segurança e a execução da pena.A expectativa da equipe médica é que Bolsonaro permaneça internado entre cinco e sete dias após a cirurgia, período necessário para controle da dor, fisioterapia, prevenção de eventos trombóticos e acompanhamento do pós-operatório. A alta dependerá da evolução clínica.Preparo e porte da cirurgiaAntes da cirurgia, Bolsonaro passará por uma bateria de exames clínicos e laboratoriais para confirmar o diagnóstico, avaliar condições gerais de saúde e reduzir riscos durante o procedimento. Essa etapa inclui avaliações cardiológica e anestésica, além de ajustes de medicação e do preparo clínico necessário para a intervenção.O procedimento que será realizado nesta quinta-feira é considerado mais simples do que o feito em abril, quando Bolsonaro foi submetido a uma cirurgia para desobstruir parte do intestino. Na ocasião, a intervenção foi tida como de “grande porte” para descolar as chamadas “aderências” no órgão e reconstruir a parede abdominal. A cirurgia durou cerca de 12 horas.O que é a cirurgia de hérnia inguinal bilateralA hérnia inguinal bilateral ocorre quando parte do intestino se projeta por pontos enfraquecidos da parede abdominal na região da virilha.A cirurgia tem como objetivo reposicionar o conteúdo abdominal e reforçar a musculatura local, reduzindo o risco de dor, complicações e novas protrusões.O procedimento será realizado sob anestesia geral, com monitoramento contínuo das funções vitais.The post Transferência de Bolsonaro tem carros descaracterizados, agentes à paisana e escolta appeared first on InfoMoney.

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