Transpetro fecha acordos de navegação marítima com Trafigura e Ipiranga

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RIO DE JANEIRO, 18 Mar (Reuters) – A Transpetro, subsidiária da ⁠Petrobras, começará a atuar como uma empresa de navegação marítima também para clientes ⁠fora do sistema da petroleira estatal e já firmou contratos com Trafigura e Ipiranga, em movimento ‌que amplia seu portfólio e busca novas fontes de receita, disse o diretor-financeiro da companhia, Danilo Silva, à Reuters.Silva afirmou que a decisão não foi tomada por causa do ambiente geopolítico, mas reconheceu que o cenário internacional reforça ‌a atratividade de soluções locais, ao reduzir exposição a rotas mais arriscadas e trazer mais previsibilidade de custos a clientes. A iniciativa está em linha com a estratégia da empresa, sob a gestão atual, de ampliar e diversificar os negócios, com o aumento da lista de seus clientes.Leia tambémIbovespa Hoje Ao Vivo: Confira o que movimenta Bolsa, Dólar e Juros nesta quartaÍndices futuros dos EUA avançam à espera de decisão do FED BRAV3 cai: Petrobras exerce preferência na compra de ativo e frustra plano da BravaTransação reverte acordo previamente anunciado pela Brava, que havia comunicado a compra em janeiro, condicionada à não manifestação da estatalA nova atuação permitirá viabilizar operações para terceiros com afretamento de embarcações estrangeiras tanto na cabotagem, pela costa brasileira, quanto no longo curso, em rotas internacionais.‘É a possibilidade de oferecermos o serviço ⁠que ‌a gente oferece para a Petrobras, para as demais empresas’, disse o executivo da maior empresa de logística multimodal ⁠de petróleo, derivados e biocombustíveis da América Latina e maior subsidiária da Petrobras, destacando ganhos de sinergias com outros serviços prestados.Silva disse que a decisão considera o avanço do transporte aquaviário, a maior demanda por afretamento de navios estrangeiros diante da ‘baixa disponibilidade’ de embarcações brasileiras e o aumento da produção nacional de petróleo.A Transpetro já havia atuado de forma pontual para terceiros em navegação marítima, segundo Silva, como em operações de ​importação de gás liquefeito de petróleo (gás de cozinha) e transporte de óleo, sob demanda, mas sem a modelagem que se busca agora. ‘A ideia (agora) é que faça sempre e que você preencha essa lacuna que tem no ​mercado, de falta de embarcação brasileira’, afirmou.O pacote oferecido a clientes poderá incluir ‘vetting’ — avaliação técnica e operacional de segurança — e ‘fitting’, que adapta embarcações às exigências dos terminais, além de suporte regulatório e monitoramento operacional.Segundo Silva, a iniciativa permite combinar os novos serviços de transporte marítimo a terceiros com operações que já realiza envolvendo dutos, tancagem, operações de transferência entre navios e outras soluções logísticas já realizadas pela companhia, oferecendo um ‘portfólio mais completo’, com ganhos de ‌agilidade, eficiência e maior controle das operações ao longo da cadeia logística.‘Para a ​gente é uma quebra de paradigma… Todo mundo vê a Transpetro, muito como Petrobras. Em dutos e terminais, já fazemos isso, temos mais de 100 clientes…, somos referência. Agora, quando pega o transporte marítimo, é um pouco mais novidade.’No acordo com a multinacional Trafigura, a empresa já ⁠realizou um transporte internacional de derivados a ​partir de Guamaré (RN), na semana ​passada. ‘É um contrato guarda-chuva, a gente fez uma operação, mas a gente deve fazer com certeza mais’, disse Silva, sem dar mais detalhes, por impedimento ⁠contratual. A companhia também negocia com a Ipiranga sua primeira ​operação nessa frente.‘Esse é um projeto que está rodando aqui já faz um tempo, a gente conseguiu colocar agora de pé’, afirmou, explicando que movimentos desse tipo não dependem apenas das condições do momento.‘Você não toma uma decisão dessa baseado no momento atual, ​mas o momento atual favorece’, disse, acrescentando que uma empresa brasileira pode ajudar a amortecer efeitos externos, como alta de fretes, um dos reflexos da guerra no Irã.‘Sim, a gente pode ajudar ​nisso (reduzir custos com frete) e o ⁠Brasil vem se consolidando, pelas descobertas, pela sua política, como um lugar mais tranquilo nesses aspectos (geopolíticos), saindo desses cursos mais arriscados’, afirmou.A empresa opera 33 navios, ⁠com capacidade total de 3,17 milhões de toneladas de porte bruto, além de 46 terminais e aproximadamente 8,5 mil quilômetros de dutos. A carteira inclui mais de 130 clientes de distribuição, petroquímica e óleo e gás.Silva afirmou que o ritmo de expansão ainda está sendo calibrado, com negociações em andamento. ‘Estamos conversando com bastante gente…’, disse, reforçando que o crescimento seguirá padrões rigorosos. ‘O rigor técnico e, principalmente, a segurança da operação são coisas que não dá para negociar.’The post Transpetro fecha acordos de navegação marítima com Trafigura e Ipiranga appeared first on InfoMoney.

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