Trump volta a pedir fim do comércio com a Espanha, que chama de “parceira terrível”

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender o fim das relações comerciais com a Espanha, citando a falta de apoio do país à guerra no Irã e o que classificou como descumprimento de compromissos assumidos na Otan.“A Espanha é um caso perdido”, disse Trump nesta quarta-feira, ao lado do secretário-geral da Otan, Mark Rutte, em Ancara, onde líderes da aliança militar realizavam sua cúpula anual. “Não queremos mais fazer negócios comerciais com a Espanha.”“Eu gostaria que você cortasse isso”, disse Trump, voltando-se para o secretário do Tesouro, Scott Bessent, que também estava na sala. “A Espanha é uma parceira terrível na Otan. Eles não participam, não pagam. Não quero ter nada a ver com a Espanha.”Leia tambémTrump ataca aliados na Otan por resistência sobre Groenlândia e guerra no IrãAo chegar à cúpula na Turquia, o presidente norte-americano reacendeu a crise com a aliança ao insistir no controle do território dinamarquês e criticar países que não apoiam a ofensiva contra TeerãTrump não mencionou críticas à Espanha nem acordo com Irã durante cúpula da OtanDurante as negociações em Ancara, o presidente norte-americano também não repetiu as ameaças de encerrar o cessar-fogo provisório com os iranianos nem tocou na questão da GroenlândiaO índice de ações Ibex, da Espanha, caiu 2,1% após os comentários de Trump.Minutos depois das declarações, um porta-voz do governo espanhol afirmou que o país “recebe essas falas com calma e naturalidade”. O representante ressaltou que os dois países mantêm uma relação “excelente” e observou que os EUA têm superávit comercial com a Espanha.“Os vínculos econômicos são construídos por empresas privadas, não por governos”, acrescentou o porta-voz.Não é a primeira vez que Trump ameaça cortar laços econômicos com a Espanha. Em março, ele já havia dito que orientara Bessent a “interromper todo o comércio com a Espanha”.A declaração veio depois de o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, negar acesso às bases militares do país para a campanha de bombardeios dos EUA contra o Irã. Ao contrário de alguns líderes europeus que tentaram apaziguar Trump, Sánchez percebeu que sua posição doméstica foi fortalecida ao criticar as ações do presidente americano.A Espanha também foi alvo de críticas na cúpula da Otan de 2025, quando Sánchez foi o único líder entre os 32 países da aliança a se recusar a assumir a meta de gastos com defesa equivalente a 5% do PIB. O país elevou esse gasto de 1,42% do PIB em 2024 para 2% em 2025 e não pretende ultrapassar 2,1%, mesmo com a pressão de outros aliados por despesas militares maiores.Rutte tentou ao mesmo tempo defender a Espanha e atribuir a Trump parte do mérito pelo aumento dos gastos militares do país.“Atá você conseguiu fazer a Espanha pagar 2%”, disse ele, em referência à antiga meta de gastos da aliança. “Eles deram um grande passo no ano passado. Há questões que precisamos resolver, mas até a Espanha chegou aos 2%.”Trump não explicou como poderia cumprir suas ameaças contra a Espanha, dado que o país integra a União Europeia, responsável por conduzir a política comercial externa de todo o bloco. Ainda assim, ele já sugeriu que o presidente dos EUA pode impor um embargo total a produtos de qualquer país.A Comissão Europeia, braço executivo da UE, destacou que o bloco mantém um acordo comercial com os Estados Unidos, recentemente ratificado.“Esperamos que os EUA honrem seus compromissos”, disse o porta-voz da Comissão, Olof Gill, a jornalistas em Bruxelas, ao classificar a relação econômica transatlântica como “mutuamente benéfica”.© 2026 Bloomberg L.P.The post Trump volta a pedir fim do comércio com a Espanha, que chama de “parceira terrível” appeared first on InfoMoney.

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