Usiminas, Gerdau e CSN: o que esperar para os resultados das siderúrgicas no 2T26?

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A temporada de resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26) ganha força, com a Usiminas (USIM5) divulgando seus números na quinta-feira (30), antes da abertura do mercado. Gerdau (GGBR4) divulga seus números após o fechamento no dia 04 de agosto, enquanto CSN (CSNA3) revela os dados em 12 de agosto, depois do fechamento da Bolsa.A equipe de analistas da XP vê Gerdau e Usiminas como os destaques entre as ações de commodities. Para as siderúrgicas, a XP espera melhora das margens de ambas as companhias, sustentada por preços realizados mais altos e um mix mais favorável, enquanto as operações da Gerdau na América do Norte devem apresentar outro trimestre forte, apoiadas por volumes e preços sólidos.Leia mais:Confira o calendário de resultados do 2º trimestre de 2026 da Bolsa brasileiraTemporada de balanços do 2T26 ganha destaque: veja ações e setores para ficar de olhoNa mesma linha que a XP, o BTG acredita que as siderúrgicas serão o destaque do trimestre, com crescimento sequencial do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), uma vez que o maior poder de precificação e os volumes mais elevados devem mais do que compensar a inflação de custos, ainda que sobre uma base de comparação fraca.Já o Safra avalia que o segundo trimestre deve evidenciar uma divisão mais clara entre siderúrgicas e mineradoras. Enquanto as empresas de aço tendem a se beneficiar da recuperação operacional, de preços mais favoráveis e da melhora da demanda em mercados estratégicos, as mineradoras continuam enfrentando um cenário desafiador, marcado pela queda dos preços das commodities metálicas e pela pressão de custos.Nesse contexto, a visão das casas de análise permanece mais construtiva para as siderúrgicas, com destaque para Gerdau e Usiminas, que devem apresentar os resultados mais sólidos da temporada.Leia tambémJPMorgan vê gatilho positivo para Embraer (EMBJ3) após nova encomenda da ANAANA Holdings fez um pedido adicional de 8 aeronaves E190Ibovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa abre em baixa e perde os 176 mil; mercados aguardam FedÍndices nos EUA abrem no vermelho, à espera da decisão de juros do FedGerdau (GGBR4)No setor de siderurgia, o BTG ressalta sua preferência por Gerdau, sustentada pela alta dos preços do aço no México, no Brasil e nos Estados Unidos, especialmente nos negócios de ações de perfis estruturais e barras comerciais da empresa.Com isso, o BTG prevê resultados sólidos, com crescimento sequencial do Ebitda sustentado por outro forte desempenho nos Estados Unidos e por um ambiente ligeiramente melhor no Brasil.O Itaú BBA também vê a Gerdau entre os destaques positivos da temporada de balanços do segundo trimestre. O banco projeta Ebitda de R$ 3,28 bilhões, alta de 11% na comparação trimestral, sustentado pela melhora das margens tanto no Brasil quanto na América do Norte.No mercado brasileiro, a instituição espera que a margem Ebitda alcance 9,7%, avanço de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, refletindo um mix de produtos mais favorável e um aumento de 3,5% nos preços domésticos. Já na América do Norte, a expectativa é de que a margem avance para 25,5%, alta de 1,4 ponto percentual, impulsionada por uma sazonalidade mais favorável e pela elevação de 4% nos preços em dólar.Para o Safra, o desempenho da Gerdau deve ser impulsionado principalmente pelas operações da América do Norte e do Brasil. Na América do Norte, o Safra projeta crescimento de 7% no EBITDA, apoiado por maiores embarques e redução dos custos dos produtos vendidos por tonelada. No Brasil, a expectativa é de expansão de 15% no EBITDA, sustentada pelo aumento dos embarques e pela alta dos preços realizados no mercado doméstico.O Bradesco BBI também projeta crescimento do EBITDA da Gerdau, impulsionado por uma sazonalidade mais forte tanto no Brasil quanto nos EUA. CSN (CSNA3)O Itaú BBA espera que a CSN (CSNA3) reporte Ebitda de R$ 2,53 bilhões no segundo trimestre. Segundo o banco, a queda no desempenho da mineração deve ser quase totalmente compensada pelos resultados mais fortes das operações de aço e dos demais negócios. A expectativa é de que o Ebitda da divisão de aço alcance R$ 572 milhões, alta de 45% na comparação trimestral, com margem de 9,7%, impulsionado pelo aumento de 9% nos volumes vendidos no mercado doméstico e de 5% nos preços. Já o Ebitda da mineração deve recuar 35% em relação ao trimestre anterior, para R$ 900 milhões, pressionado pelo aumento dos fretes e pela queda dos preços do minério.Segundo estimativas do Safra, a CSN deve registrar EBITDA de aproximadamente R$ 2,3 bilhões, retração de 12% na comparação trimestral, devido ao desempenho mais fraco das divisões de mineração e energia.A equipe liderada pelo analista Rafael Barcellos, do Bradesco BBI, projeta uma piora dos números da CSN devido aos resultados mais fracos na divisão de mineração, e o fluxo de caixa livre deve permanecer sob pressão, embora tanto o aço quanto o cimento devam apresentar bons desempenhos.O JPMorgan, por sua vez, projeta uma leve contração dos resultados em relação ao trimestre anterior, uma vez que o desempenho sólido dos segmentos fora da mineração deve compensar parcialmente os impactos negativos dessa divisão.Usiminas (USIM5)Para a Usiminas, o Itaú BBA projeta Ebitda de R$ 675 milhões, alta de 3% na comparação trimestral. O banco espera que a melhora do segmento de aço mais do que compense a fraqueza da mineração. A estimativa é de Ebitda de R$ 610 milhões para a divisão de aço, avanço de 12%, sustentado por um aumento de 4% nos preços. Em contrapartida, o Ebitda da mineração deve cair 43% frente ao trimestre anterior, para R$ 63 milhões, refletindo o impacto de fretes mais elevados e da valorização do real.Já o Safra prevê EBITDA ajustado de R$ 658 milhões, resultado estável na comparação trimestral e ligeiramente acima do consenso do mercado. A melhora da divisão de siderurgia deve compensar a fraqueza da mineração, beneficiada por preços mais altos do aço no mercado interno.Para o BBI, a Usiminas deve apresentar resultados estáveis ​​em relação ao trimestre anterior, já que uma divisão de aço mais forte compensa o desempenho mais fraco da mineração.The post Usiminas, Gerdau e CSN: o que esperar para os resultados das siderúrgicas no 2T26? appeared first on InfoMoney.

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