A temporada de resultados do primeiro trimestre de 2026 (1T25) ganha tração nesta sexta-feira (24), com a siderúrgica Usiminas (USIM5) divulgando seus números antes da abertura do mercado.O Bradesco BBI projeta lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) de R$ 529 milhões no 1T26 e espera que os volumes consolidados de aço caiam 9% em relação ao trimestre anterior, para 1,0 milhão de toneladas, refletindo volumes de exportação significativamente menores e vendas domésticas mais fracas, visto que a empresa prioriza a comercializaçãode produtos de maior valor agregado. Leia tambémIbovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa cai e tenta manter os 192 mil pontosBolsas dos EUA recuam juntas em meio a tensões no Estreito de Ormuz CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3): por que o momento ainda pede cautela?As preocupações crescentes com a alavancagem seguem pesando no sentimento dos investidoresAo mesmo tempo, o BBI espera que o preço de venda no mercado interno aumente 5% em relação ao trimestre anterior, impulsionado por uma composição de produtos mais equilibrada e aumentos seletivos de preços no segmento de distribuição. No lado dos custos, o banco prevê um aumento de 3% no custo dos produtos vendidos por tonelada, em grande parte devido à mudança mencionada anteriormente na composição de produtos, com foco em produtos de maior valor agregado, bem como custos maiselevados de chapasde aço. Como resultado, o BBI projeta um EBITDA de R$ 385 milhões para a divisão siderúrgica, com margem de 7,4%. Na divisão de mineração, estima um EBITDA de R$ 150 milhões, uma queda de 19% em relação ao trimestreanterior, refletindo volumes sazonalmente mais fracos, enquanto o desempenho de custos e os preços devem permanecer praticamente inalterados.Leia mais:Confira o calendário de resultados do 1º trimestre de 2026 da Bolsa brasileiraTemporada de balanços do 1T26 em destaque: veja ações e setores para ficar de olhoO Santander, por sua vez, projeta volumes estáveis no aço na comparação trimestral, com melhora de mix puxada por vendas domésticas mais fortes e demanda sólida do setor automotivo, refletindo a estratégia de priorizar margens em detrimento de volumes.Segundo o banco, esse mix mais favorável deve sustentar crescimento de receita por tonelada e expansão de margem para 6,8% , com EBITDA de R$ 372 milhões, apesar de alguma pressão de custos.Na mineração, a expectativa do Santander é de queda de 13% nos volumes vendidos, impactados por chuvas sazonais, além de preços pressionados pela valorização do real no período. Com isso, o EBITDA do segmento deve cair 22%, para R$ 144 milhões.No consolidado, o Santander projeta EBITDA de R$ 514 milhões, alta de 23% no trimestre, com margem de 8,4%.Segundo a Genial Investimentos, a companhia deve priorizar rentabilidade, sacrificando volumes para sustentar margens, com leve avanço de mix e preços. Em contrapartida, a divisão de mineração deve pesar no resultado, impactada pelas chuvas sazonais e pela fraqueza do benchmark, deixando de atuar como suporte e passando a ser o principal ponto negativo no trimestre.A projeção é de receita líquida de R$ 6,0 bilhões, queda de 2,4% na comparação trimestral e de 12,1% em base anual. O EBITDA ajustado consolidado deve somar R$ 367 milhões, recuo de 12% na margem sequencial e de quase 50% na anual.Por segmento, o aço deve mostrar recuperação, com EBITDA estimado em R$ 285 milhões, alta de 25,8% frente ao trimestre anterior, impulsionado por preços e mix. Já a mineração deve sofrer forte deterioração, com EBITDA projetado em R$ 81 milhões, queda de mais de 50%, refletindo menor volume, preços mais fracos e custos ligeiramente maiores. A margem EBITDA consolidada deve ficar em 6,1%.Na última linha, o lucro líquido é estimado em R$ 64 milhões, com queda de 50% no trimestre e de mais de 80% na comparação anual, refletindo uma compressão operacional mais clara, após um quarto trimestre de 2025 beneficiado por efeitos não recorrentes.Com a demanda aparente por aço plano e aço longo em março de 2026 se recuperando dos níveis mínimos observados nos dois primeiros meses do ano, as checagens da XP Investimentos apontam para um sentimento mais construtivo, com aumento de preços em ambas as categorias em abril.No geral, a casa segue preferindo a Gerdau (GGBR4), pela maior diversificação de portfólio, mas destaca a Usiminas como principal beneficiária dos mecanismos de defesa comercial, seguida pela CSN (CSNA3). Na avaliação do Bank of America (BofA), siderúrgicas com maior exposição à América do Norte devem apresentar resultados mais fortes no 1T26. Gerdau e Ternium devem reportar crescimento de EBITDA na comparação trimestral, apoiadas por preços mais altos nos EUA e no México. A Usiminas também deve melhorar sequencialmente, com o desempenho do aço compensando a fraqueza da mineração. A CSN deve ficar atrás dos pares, com queda de resultados em todas as divisões, pressionada por menor volume e maiores custos por tonelada.A Genial reiterou recomendação neutra para a ação, com preço-alvo de R$ 7,00 em 12 meses. O Santander também manteve classificação neutra para Usiminas, com preço-alvo de R$ 6,80.The post Usiminas (USIM5): o que esperar para os resultados da siderúrgica no 1º tri appeared first on InfoMoney.
