Após o primeiro turno das eleições presidenciais, Bradesco BBI avaliou como as empresas de utilities podem se comportar em um cenário de maior apetite ao risco e concluiu que o impacto sobre o setor tende a ser desigual. Segundo os analistas Francisco Navarrete, João Fagundes e Matheus Caruso, duas forças devem disputar espaço: a rotação de investidores para fora de ações defensivas e uma eventual queda dos juros reais de longo prazo.O posicionamento atual dos investidores também diferencia o ciclo dos anteriores no período imediatamente posterior ao primeiro turno eleitoral. De acordo com o BBI, tanto em 2018 quanto em 2022 as carteiras chegavam ao primeiro turno das eleições com menor exposição a utilities. Desta vez, a exposição ao setor é maior, o que pode limitar sua valorização caso os investidores migrem para ações domésticas mais cíclicas.Leia tambémIbovespa Hoje Ao Vivo: Ibovespa tem dia de euforia e chega aos 209 mil pontosBolsa brasileira ganha mais de 17 mil pontos na sessão de hojeIbovespa Futuro dispara 8% após Flávio Bolsonaro ficar à frente de Lula no 1º turnoFlávio liderou o resultado do primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula somou 45,16%, uma vantagem de cerca de 2,2 milhões de votos para o senadorEm um cenário de queda dos juros, cinco empresas se destacam pelo efeito positivo da duration, ou seja, pela maior sensibilidade de seus preços às taxas de longo prazo. São elas Sabesp (SBSP3), Energisa (ENGI11), Equatorial (EQTL3), Copasa (CSMG3) e Auren (AURE3). Segundo o BBI, os preços-alvo dessas companhias podem subir entre 5% e 6% para cada queda de 0,50 ponto percentual nos juros reais de longo prazo. O grupo também combina crescimento real estimado de 27% a 68% no lucro e de 12% a 30% no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) entre 2026 e 2029.Caso os juros não caiam, porém, a duration mais elevada passa a representar um risco. Nesse cenário, o BBI destaca ISA (ISAE3), Copel (CPLE6) e Axia (AXIA3), que combinam menor duration com maior previsibilidade de resultados ou dividend yield suficiente para remunerar o investidor durante um período de espera.O banco também aponta três empresas que considera mais resilientes a diferentes cenários macroeconômicos. São elas Eneva (ENEV3), Sabesp e Copasa. A Eneva se destaca pela previsibilidade das receitas de capacidade contratadas e corrigidas pela inflação. Já Sabesp e Copasa têm como diferencial a regulação baseada na base de ativos regulatórios, com reajustes tarifários anuais e revisões periódicas, o que dá maior previsibilidade ao crescimento dos lucros em relação às distribuidoras de energia.O BBI ressalta que suas recomendações e preços-alvo permanecem inalterados. A análise tem como objetivo identificar quais empresas estão mais expostas a diferentes fatores dentro do setor de utilities, deixando a combinação desses fatores a critério dos investidores.The post Vale a pena comprar utilities com maior apetite ao risco? BBI aponta ações favoritas appeared first on InfoMoney.
