Vale é única “sobrevivente” das ações mais indicadas de maio em mês difícil na Bolsa

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A carteira com as ações mais recomendadas pelas principais corretoras do país, compilada mensalmente pelo InfoMoney, não escapou do pior mês da bolsa brasileira desde fevereiro de 2023. O Ibovespa recuou 7,22% em maio, pressionado pela saída de R$ 14,1 bilhões em capital estrangeiro, pela perspectiva de cortes de Selic mais lentos do que o esperado e pelo ruído crescente do cenário eleitoral. Das seis ações que mais apareceram nas carteiras das 11 casas consultadas no mês, cinco fecharam no vermelho. A exceção foi a Vale (VALE3), que subiu 5,3% e nadou contra a maré.Petrobras devolve ganhos da guerraA Petrobras (PETR4) foi o pior papel do ranking em maio, com queda de 14,9%. O motivo é o mesmo que havia impulsionado a ação nos meses anteriores: o conflito no Oriente Médio. Ao longo do mês, o avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz reduziu os temores sobre a oferta global de petróleo e derrubou as cotações do barril. O Brent recuou US$ 19 em maio, maior queda mensal em dólares desde março de 2020. Com isso, a estatal perdeu R$ 98 bilhões em valor de mercado e encerrou o período avaliada em R$ 576,5 bilhões, menor patamar desde 6 de março. Foi o primeiro mês negativo da Petrobras em 2026, depois de acumular 12 recordes de valor de mercado durante a escalada do conflito.Axia sofre com resultado e decisão judicialA Axia (AXIA3) caiu 15,3% em maio e dividiu com a Petrobras a posição de pior desempenho do ranking. A queda começou logo no início do mês, após a divulgação do balanço do primeiro trimestre: o Ebitda ajustado regulatório ficou cerca de 4% abaixo das estimativas de XP e Itaú BBA, com desempenho mais fraco na geração de energia e efeitos regulatórios na transmissão.O mercado também recebeu mal o anúncio do programa de recompra de ações de até R$ 4 bilhões, considerado abaixo do esperado por parte dos investidores. Na última semana do mês, uma decisão do Tribunal Regional Federal sobre a remuneração de ativos de transmissão (RBSE) adicionou mais pressão aos papéis, num contexto em que o setor elétrico acumulou correções de até 25% em relação às máximas recentes.Vale nada contra a maréEnquanto o restante do ranking recuava, a Vale (VALE3) subiu 5,3% em maio, sustentada pela resiliência do minério de ferro próximo a US$ 110 por tonelada e por sinais de retomada da atividade industrial chinesa. As importações de minério da China somaram 103,9 milhões de toneladas em abril, e o alívio geopolítico no Oriente Médio, que pesou sobre a Petrobras, teve efeito oposto sobre a mineradora ao reduzir riscos globais e favorecer o apetite por commodities metálicas.Itaú, Localiza e Vibra caem menos que o índiceOs outros três papéis do ranking recuaram, mas com perdas inferiores às do Ibovespa. O Itaú (ITUB4) cedeu 5,6%, comportando-se como ativo defensivo num ambiente de fuga de capital estrangeiro. A Localiza (RENT3) caiu 6,6%, pressionada pela perspectiva de Selic mais elevada por mais tempo, que pesa sobre empresas sensíveis a juros. A Vibra (VBBR3) recuou 9,4%, arrastada pela queda do petróleo e pelo humor geral do mercado, sem evento corporativo específico que justificasse o movimento.The post Vale é única “sobrevivente” das ações mais indicadas de maio em mês difícil na Bolsa appeared first on InfoMoney.

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