WEG recebe dupla elevação para compra; JPMorgan e BBI veem nova fase de crescimento

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Com os resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26) sendo positivos para a fabricante de motores elétricos WEG (WEGE3), analistas de mercado revisaram as suas projeções e passaram a ser mais positivos com a ação. Em relatórios publicados nos últimos dias, tanto o JPMorgan quanto o Bradesco BBI elevaram suas recomendações para a companhia, citando uma combinação de crescimento mais forte à frente, valuation mais atrativo e oportunidades estruturais ligadas à eletrificação, infraestrutura de transmissão e armazenamento de energia.O movimento mais recente veio do Bradesco BBI, que elevou a recomendação para outperform (equivalente à compra), ante neutra, e aumentou o preço-alvo para R$ 60, contra R$ 48 anteriormente, enxergando potencial de valorização de cerca de 30%. Para os analistas Daniel Federle, Camila Koga e Pedro Martins, a empresa está entrando em uma nova fase de aceleração de crescimento após anos de investimentos em expansão de capacidade.Na sexta-feira da semana passada, o JPMorgan também havia promovido a ação para overweight (exposição acima da média do mercado), equivalente à compra, definindo preço-alvo de R$ 56 para dezembro de 2027, o que representa potencial de alta de aproximadamente 22%.Segundo o BBI, a principal mudança na tese é que a WEG está deixando para trás um período de crescimento mais moderado. O banco projeta que o crescimento da receita, em bases neutras de câmbio, acelere para 11% no quarto trimestre de 2026, alcance 17% em 2027 e permaneça em 16% em 2028. O avanço será sustentado principalmente pela entrada em operação das expansões de capacidade de transformadores e por novos negócios que começam a ganhar relevância.Leia tambémIbovespa Hoje Ao Vivo: Confira o que movimenta Bolsa, Dólar e Juros nesta segundaFuturos nos EUA têm amplos avanços com pausa de ataques no Oriente Médio; petróleo despencaO JPMorgan também destaca a retomada do crescimento como um dos pilares da recomendação. A instituição projeta expansão de receita de cerca de 16% em 2027, após um primeiro semestre de 2026 mais fraco, avaliando que a empresa voltará a apresentar um ritmo de crescimento compatível com seu histórico.Capacidade de transformadores impulsiona a teseUm dos principais gatilhos apontados pelo Bradesco BBI é a expansão da capacidade produtiva de transformadores. O banco estima que a WEG dobrará sua capacidade nesse segmento até 2027 em comparação com 2023. Parte relevante dessa expansão começou a entrar em operação neste ano, especialmente com as unidades de Betim (MG) e Gravataí (RS).Leia mais:Confira o calendário de resultados do 2º trimestre de 2026 da Bolsa brasileiraTemporada de balanços do 2T26 ganha destaque: veja ações e setores para ficar de olhoSegundo os analistas, essas novas instalações podem adicionar cerca de R$ 450 milhões em receita por trimestre quando estiverem plenamente utilizadas, contribuindo para um crescimento de 23% da receita doméstica do segmento de geração, transmissão e distribuição de energia (GTD) até o fim de 2027.O BBI calcula que a expansão de capacidade poderá gerar aproximadamente R$ 7,5 bilhões em receita anual incremental, tornando-se o principal vetor de crescimento da companhia nos próximos anos.Outro tema destacado pelos dois bancos é o potencial ligado à eletrificação e ao armazenamento de energia.O Bradesco BBI vê a WEG como uma das principais beneficiárias do primeiro leilão brasileiro de sistemas de armazenamento por baterias (BESS), previsto para dezembro. A instituição estima que a companhia possa capturar cerca de R$ 2 bilhões em receitas apenas com essa primeira rodada de projetos.Além disso, o banco aponta que o avanço dos data centers, a modernização das redes elétricas e os investimentos globais em geração renovável criam um cenário favorável para diversas linhas de produtos da companhia.O JPMorgan compartilha visão semelhante e cita transformadores, sistemas BESS e motores síncronos entre as principais frentes de crescimento estrutural da empresa, beneficiadas pela tendência global de eletrificação.Valuation mais atrativoEmbora a WEG historicamente negocie com prêmio em relação aos concorrentes globais, os dois bancos argumentam que essa diferença diminuiu nos últimos meses.O Bradesco BBI destaca que a ação negocia a cerca de 27 vezes o lucro projetado para os próximos 12 meses, nível ligeiramente abaixo tanto da média histórica quanto dos pares internacionais. Na avaliação do banco, a volta do crescimento para patamares de dois dígitos pode levar o mercado a atribuir novamente um prêmio ao papel.Já o JPMorgan calcula que a companhia negocia a 17,1 vezes EV/Ebitda projetado para 2027, com desconto em relação a empresas globais de crescimento semelhante e também abaixo de sua própria média histórica. O banco ressalta que o prêmio da WEG frente aos concorrentes caiu para algo entre 4% e 10%, distante dos 60% a 70% observados historicamente.Leia tambémIbovespa, dólar, Nasdaq e Bitcoin: o mapa técnico para a semanaAnálise técnica aponta os níveis que podem destravar uma reação ou ampliar as perdas no Ibovespa, dólar futuro, Wall Street e Bitcoin.Além dos fundamentos operacionais, o JPMorgan vê a WEG como uma das ações mais defensivas da bolsa brasileira para atravessar o período de maior volatilidade associado às eleições de 2026.Leia mais: WEG: o que fazer com a ação após a tele do 2T? Veja a visão do Itaú BBA e do GoldmanA justificativa está na forte diversificação geográfica da companhia. Cerca de 60% das receitas vêm dos mercados internacionais, o que reduz a dependência do ambiente doméstico e torna o papel uma alternativa para investidores que buscam proteção em um cenário de incerteza política e juros elevados por mais tempo.Apesar da visão positiva, tanto JPMorgan quanto Bradesco BBI destacam que as tarifas impostas pelos Estados Unidos permanecem como um fator de atenção para margens no curto prazo. Ainda assim, as duas casas avaliam que ganhos de escala, reajustes de preços e maior utilização das novas fábricas devem compensar boa parte dessas pressões ao longo de 2027.The post WEG recebe dupla elevação para compra; JPMorgan e BBI veem nova fase de crescimento appeared first on InfoMoney.

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