Whey, azeite e mais: veja 5 produtos que deixaram prateleiras por ordem da Anvisa

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Nos últimos meses, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vem intensificando a fiscalização sobre alimentos e bebidas, o que levou ao recolhimento e à proibição de vários produtos, como ocorreu recentemente com o recolhimento do vinagre de maçã da marca Castelo e os itens de limpeza da Ypê, que também foram recolhidos na mesma semana. As investigações da Anvisa alcançaram suplementos alimentares, azeites e cafés e até mesmo medicações, com o mesmo objetivo de proteger o consumidor de riscos sanitários e garantir que o que está no rótulo corresponda ao que há dentro da embalagem.De contaminações bacterianas a erros de rotulagem, os casos mostram como a vigilância sanitária vem atuando contra qualquer irregularidade que possa afetar a saúde pública. Relembre alguns dos itens que foram suspensos e recolhidos pela agência em 2025.Whey Protein da PiracanjubaO Whey Protein sabor chocolate da marca Piracanjuba teve o lote 23224 suspenso em junho de 2025, após análise laboratorial detectar a presença da bactéria Staphylococcus aureus em quantidade superior à permitida pela legislação. Essa bactéria é capaz de produzir toxinas que causam intoxicação alimentar, resultando em sintomas como náuseas, vômitos e diarreia. O laudo que motivou o recolhimento foi emitido por um laboratório público de referência.Em resposta, a empresa afirmou possuir um laudo próprio que comprova a conformidade do produto, emitido por laboratórios credenciados pela própria Anvisa. A Piracanjuba informou ainda que está tomando medidas administrativas e técnicas para esclarecer o caso e evitar novas contestações sobre a segurança de seus suplementos.Sorvetes e picolés da marca AICEEm julho, a Anvisa determinou a retirada do mercado de diversos sorvetes e picolés da marca AICE, importados pela empresa New Arrival Importação & Exportação. A decisão ocorreu após fiscais identificarem omissão de ingredientes alergênicos nos rótulos, como o corante tartrazina e o amendoim, substâncias que podem provocar reações graves em pessoas sensíveis. Entre os produtos afetados estão os sabores Juju Apple, Frutyroll, Nanas e Berry Chocomax.Segundo a agência, a falha na rotulagem representa um risco direto à saúde, especialmente entre o público infantil. A empresa foi obrigada a recolher todos os lotes em circulação e a agência determinou que os produtos poderiam voltar ser comercializados após a correção nas embalagens. Polpa de fruta, champignon e molho de alhoTrês produtos de marcas diferentes também entraram na lista de recolhimentos da Anvisa no mesmo período, também em julho deste ano: a polpa de morango De Marchi, o champignon Imperador e o molho de alho Qualitá. Nos dois últimos casos, análises constataram a presença de dióxido de enxofre acima do limite permitido, substância usada como conservante, mas que pode causar irritações e reações alérgicas. A polpa, por sua vez, apresentou resultado insatisfatório em testes de matérias estranhas.“Cafés fake”Outro caso de junho de 2025 envolveu algo muito presente nas mesas de café da manhã dos brasileiros: bebidas que se passavam por café das marcas Melissa, Pingo Preto e Oficial. A Anvisa identificou nas amostras a presença de ocratoxina A, uma substância tóxica com potencial cancerígeno e proibida acima de determinados níveis. As embalagens indicavam ingredientes como “polpa de café” e “café torrado e moído”, mas as análises mostraram que a mistura continha grãos crus, resíduos e impurezas.Na época, as irregularidades já haviam sido constatadas pelo Ministério da Agricultura, que classificou os produtos como resultado de uma produção precária, feita com sobras da lavoura. A Anvisa determinou a proibição da fabricação, distribuição e propaganda dessas bebidas. A medida reforçou a necessidade de rastrear a origem de insumos utilizados em produtos que imitam alimentos tradicionais.AzeitesOs azeites Almazara e Escarpas das Oliveiras também foram proibidos de circular no mercado brasileiro. A investigação revelou que a empresa responsável pelo envase, a Oriente Mercantil Importação e Exportação, teve o CNPJ extinto, o que impede a identificação da origem e da composição dos produtos. Sem rastreabilidade, o consumo é considerado inseguro.Essa decisão veio após outra ação semelhante, que suspendeu os azeites das marcas Alonso e Quintas D’Oliveira por apresentarem irregularidades sanitárias e falta de comprovação de origem. The post Whey, azeite e mais: veja 5 produtos que deixaram prateleiras por ordem da Anvisa appeared first on InfoMoney.

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