Vale: o “cobre escondido” na tese de VALE3 que pode destravar valor para ação

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A Vale (VALE3) pode ter um potencial de valorização relevante caso o mercado passe a atribuir ao seu negócio de cobre um valor mais próximo ao observado em empresas globais focadas no metal, apontaram analistas em relatório do JPMorgan.Em relatório intitulado“The Hidden Copper” (“O cobre escondido”), o banco argumenta que a exposição da mineradora ao metal não está refletida adequadamente no preço das ações. A tese é que o mercado continua avaliando a companhia quase exclusivamente pela divisão de minério de ferro, deixando de capturar o valor de um ativo considerado estratégico diante das perspectivas de crescimento da demanda global por cobre.Pelas contas do JPMorgan, se o negócio de cobre da Vale fosse avaliado com múltiplos semelhantes aos de mineradoras especializadas, como Antofagasta, Lundin Mining, Capstone Copper e Southern Copper, as ações da companhia poderiam valer cerca de 27% mais do que o preço atual. Dependendo do múltiplo utilizado, o potencial de valorização variaria de aproximadamente 12% a 53%.O banco calcula que o valor implícito da divisão de cobre da Vale seja de cerca de US$ 10,4 bilhões a partir de uma análise por soma das partes. Segundo os analistas, ao aplicar um múltiplo de aproximadamente 9,9 vezes EV/Ebitda (valor da firma/lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) para o cobre, alinhado ao de concorrentes comparáveis, surge um valor significativamente superior ao atualmente embutido na cotação da mineradora.Leia tambémIbovespa Hoje Ao Vivo: Confira o que movimenta Bolsa, Dólar e Juros nesta terçaÍndices futuros dos EUA recuam com a persistência das tensões entre EUA e IrãO JPMorgan ressalta que a tese independeria de uma melhora no mercado de minério de ferro. Segundo o banco, todo o potencial adicional de valorização decorre do cobre, sem necessidade de preços mais altos para o minério, expansão de volumes ou reprecificação da principal operação da companhia.Apesar disso, os analistas reconhecem que o principal risco é justamente o mercado continuar ignorando esse valor. “O desconto pode simplesmente não fechar”, afirma o relatório, acrescentando que a assimetria permanece favorável porque o negócio de minério de ferro oferece sustentação à avaliação da companhia, enquanto o cobre funciona como uma opção de valorização ainda não precificada.O JPMorgan mantém recomendação overweight (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra) para a Vale e preço-alvo de R$ 109 por ação, o que representa potencial expressivo de alta de 53% em relação ao fechamento de segunda-feira, quando os papéis encerraram o pregão cotados a R$ 71,41.Além da tese do cobre, o banco destaca outros fatores positivos para a companhia, como a resolução das incertezas ligadas ao acordo de Mariana, a execução operacional considerada consistente, a produção robusta de minério de ferro e a tendência de redução de custos. Também chama atenção para o desconto da Vale em relação a grandes mineradoras globais. A companhia negocia a cerca de 4,9 vezes EV/Ebitda estimado para 2026, abaixo da média de 6,1 vezes observada entre seus pares internacionais, segundo o JPMorgan.Entre os principais riscos para a tese, o banco aponta oscilações nos preços do minério de ferro e eventuais interrupções operacionais que impeçam a recuperação gradual da produção para cerca de 333 milhões de toneladas até 2027.The post Vale: o “cobre escondido” na tese de VALE3 que pode destravar valor para ação appeared first on InfoMoney.

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