Após 1º tri fraco, JPMorgan mantém venda para Natura: “não há conserto rápido”

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A Natura (NATU3) reportou um primeiro trimestre de 2026 fraco, com prejuízo líquido de R$ 445 milhões, acima dos R$ 152 milhões negativos do ano anterior. Para o JP Morgan, essa performance reflete uma série de desafios enfrentados pela companhia ao longo do trimestre, que ainda tem um horizonte incerto pela frente. Por isso, a casa manteve a recomendação de venda para a Natura. De acordo com os analistas, os preços atuais não compensam adequadamente os riscos oferecidos pela empresa.Leia tambémJPMorgan mantém cautela com BB, rebaixa “bond”, mas segue com uma recomendaçãoJPMorgan vê prêmio atrativo apenas no título BANBRA 5,625% 2031, única recomendação acima da média na curva do banco.JSL (JSLG3) aprova recompra até 13 milhões de açõesPrograma tem por objetivo a maximização de valor ao acionista, sem redução do capital socialConforme a análise, o trimestre da companhia ficou pressionado pelo enfraquecimento do consumo no Brasil, desafios contínuos na Argentina e, principalmente, pelas despesas não recorrentes relacionadas à reorganização da companhia.Para o JPMorgan, ainda que grande parte desses efeitos seja extraordinário e devam ficar para trás, o negócio ainda precisa ser testado. “O caminho para a recuperação das receitas continua incerto”, afirmam.De maneira geral, os analistas explicam que o ambiente de consumo no Brasil continua desafiador e o relançamento da Avon ainda está em estágio inicial. O consumo no Nordeste, que é o principal mercado de venda direta da Natura, ainda segue como o mais fraco do país, por exemplo.Para os economistas, isso significa que os custos com pesquisa, desenvolvimento e investimentos precisarão aumentar antes que os resultados e os primeiros sinais de recuperação apareçam.Além disso, na Argentina, a recuperação avança mais lentamente do que o esperado. A migração entre canais de distribuição ainda não foi concluída e, segundo o banco, a entrada em operação do SAP em junho adiciona mais risco de execução operacional.Margens abaixo do esperadoAinda que o principal fator negativo dos resultados tenha vindo dos itens extraordinários, a margem de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ficaria em cerca de 12%, excluindo a variável. Mesmo com esse nível, o resultado estaria abaixo da margem Ebitda ajustada de 14,1% registrada em 2025.De acordo com os economistas, essa diferença entre o ano anterior e 2026, precisará ser fechada por meio de uma recuperação da receita. Para o banco, essa recuperação ainda é incerta.A receita líquida do Brasil caiu 5,5% na comparação anual, em moeda local. O resultado foi impulsionado pela queda nas vendas tanto da Natura (-3,0% ao ano) quanto da Avon (-13,8% a/a). De acordo com os analistas, isso ocorreu devido à redução no número e na atividade de consultoras menos produtivas e à maior exposição ao Nordeste.Embora os título de dívida com vencimento em 2028 e 2029 estejam sendo negociados na parte mais ampla da faixa de crédito da América Latina, o JP Morgan acredita que os níveis não compensam os investidores pelos riscos envolvidos. A faixa de crédito está entre 4,5% e 9%, com rendimentos de 7% e 6,8%, respectivamente.Junto com o balanço, a Natura afirmou que as economias geradas pelas rescisões e pelo novo modelo operacional devem começar a se refletir em melhores resultados a partir do segundo semestre de 2026.The post Após 1º tri fraco, JPMorgan mantém venda para Natura: “não há conserto rápido” appeared first on InfoMoney.

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