BC avalia medidas para coibir xingamentos e ameaças em campo de mensagem do Pix

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O Banco Central está estudando possíveis medidas para coibir o uso inadequado do campo de mensagens em transações via Pix, de acordo com o Relatório de Gestão do Pix 2023-2025, publicado nesta segunda-feira (dia 10). Segundo a autoridade monetária, as mensagens foram originalmente concebidas para que o pagador pudesse registrar informações objetivas sobre a transação, mas o campo tem sido utilizado, em algumas situações, como veículo para mensagens “ofensivas, intimidatórias ou ameaçadoras”, frequentemente associadas a transferências de valor irrisório.Para avaliar como resolver o problema, o BC criou um grupo de trabalho no âmbito do Fórum Pix, que reúne associações que representam instituições financeiras, além de entidades da sociedade civil, para discutir o assunto.O objetivo é debater alternativas e encaminhamentos voltados à preservação da integridade do instrumento e da boa experiência dos usuários, sem comprometer as características essenciais do Pix.“Com base nas conclusões desse trabalho, o BC avaliará e instituirá, se julgar necessário, as medidas regulamentares adequadas para coibir o uso inadequado do campo de mensagens”, explicou o órgão, no relatório.O assunto foi abordado na seção do documento que trata do futuro do Pix. O BC ainda avalia a incorporação de um modelo que permita pagamentos via Pix sem necessidade de conexão com a internet do usuário pagador. Além disso, prevê melhorias no Pix automático, o desenvolvimento do Pix garantia, para que fluxos futuros possam ser usados como garantia de empréstimo, principalmente para empresas.Leia tambémInterligação de sistemas de pagamentos instantâneos pode diminuir tarifas, diz BCOs instrumentos já estão viabilizando o uso do Pix por brasileiros em outros paísesBC estuda conectar Pix a sistemas de pagamento de outros paísesAnúncio ocorre em meio a ataques dos EUA ao modelo brasileiro, que levaram a tarifa de 25% sobre produtos do BrasilO regulador financeiro também avalia uma série de ações para aumentar a segurança do meio de pagamento, como a criação de critérios objetivos mínimos para classificar uma operação como suspeita de fraude e obrigatoriedade de alerta de golpe pelas instituições financeiras.De acordo com o relatório, em 2025, foram realizadas quase 80 bilhões de transações, movimentando mais de R$ 35 trilhões; 148 milhões de pessoas e 12,8 milhões de empresas fizeram ou receberam pelo menos um Pix.A quantidade de pessoas representa cerca de 86% da população adulta brasileira. Atualmente, existem mais de 920 milhões de chaves Pix cadastradas, referentes a mais de 162 milhões de pessoas e a mais de 16 milhões de empresas.The post BC avalia medidas para coibir xingamentos e ameaças em campo de mensagem do Pix appeared first on InfoMoney.

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