BC projeta IPCA em 12 meses de 3,1% no 1º trimestre de 2029, último número da série

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O Banco Central atualizou, no Relatório de Política Monetária (RPM) divulgado nesta quinta-feira, 24, a trajetória esperada para a inflação. A autarquia espera que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 12 meses continue acima do centro da meta (3%) – em 3,1% – até pelo menos o primeiro trimestre de 2029 – o último período disponível.No cenário de referência, a inflação em 12 meses fecha o terceiro trimestre de 2026 em 4,4% e encerra o ano em 5,2%.O BC também espera que a inflação acumulada em 12 meses atinja 4,9% no primeiro trimestre de 2027, siga para 4,5% no segundo, vá para 4,5% no terceiro e encerre o ano em 3,9%.Em seguida, projeta que o IPCA acumulado irá para 3,2% no primeiro trimestre de 2028 – atual horizonte relevante da política monetária -, 3,1% no segundo, 3,1% no terceiro e 3,1% no fim do ano.Para o primeiro trimestre de 2029, última estimativa disponível, o BC também estima IPCA em 3,1%.Leia tambémBC piora projeção de déficit em transações correntes em 2026 a US$ 60 bilhõesNas contas ​do BC, a balança comercial terá superávit de US$75 bilhões neste ano, ante estimativa ‌de US$78 bilhões ​feita em junhoBC amplia estimativa de expansão do crédito em 2026 para 9,1%, ante 9,0%Agora, a ⁠expectativa é que o crédito às famílias suba 9,7% em 2026, contra expectativa anterior de 9,8%Nas aberturas por categorias, o BC espera que a inflação de preços livres acumulada em 12 meses some 5,2% no fim de 2026, 4,1% no fim de 2027 e 3,0% no fim de 2028. Para os preços administrados, a autarquia vê alta de 5,3%, 3,5% e 3,4% nos períodos, respectivamente.As projeções para os anos fechados de 2026 e 2027 e para o 1º trimestre de 2028 já haviam sido divulgadas no comunicado da reunião de setembro do Comitê de Política Monetária (Copom), publicado no último dia 16.O BC observou que, em comparação ao RPM anterior, a projeção para o horizonte relevante ficou estável, mas a trajetória projetada para a inflação ficou mais alta de modo geral.Para o horizonte relevante – primeiro trimestre de 2028 -, detalhou, destacam-se entre os fatores que exercem pressão altista a estimativa de um hiato do produto mais alto e o aumento das expectativas de inflação.Por outro lado, destacam-se entre os fatores que exercem pressão baixista a inércia das surpresas na realização do IPCA de junho a agosto e devolução mais aguda da alta dos preços do petróleo observada no curto prazo.Já para horizontes mais próximos, a autoridade monetária destacou, além dos fatores altistas já mencionados, pressão mais forte exercida pelo clima e pelo preço mais alto do petróleo no curto prazo.The post BC projeta IPCA em 12 meses de 3,1% no 1º trimestre de 2029, último número da série appeared first on InfoMoney.

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