O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a regulamentação da Medida Provisória nº 1.353, de 2026, que institui a nova etapa do Move Brasil, programa de crédito para aquisição de ônibus e caminhões, que terá R$ 14,5 bilhões em recursos do Tesouro Nacional e mais R$ 6,7 bilhões de aporte adicional do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O CMN realizou reunião extraordinária nesta terça-feira, 5.Ao todo serão R$ 21,2 bilhões destinados ao programa, sendo R$ 2 bilhões exclusivamente para caminhoneiros autônomos, e R$ 2 bilhões para linhas de ônibus.Leia tambémGoverno publica portaria para regulamentar renegociações por bancos no Desenrola 2.0Fazenda detalha descontos mínimos por faixa de atraso, uso do FGTS, desnegativação de dívidas até R$ 100 e aporte de R$ 5 bi ao FGODesenrola 2.0: quais ações da Bolsa devem ser afetadas pelo novo programa do governo?Analistas destacam impactos especialmente sobre bancos e construtorasSegundo o Ministério da Fazenda, o programa tem como objetivo ampliar o acesso ao crédito em condições favorecidas para transportadores autônomos, cooperativas, empresários individuais e empresas do setor de transporte de cargas e passageiros, contribuindo para a modernização dos ativos, o aumento da eficiência logística e a redução de emissões de poluentes.Os financiamentos serão realizados de forma indireta, por meio de instituições financeiras habilitadas pelo BNDES, que assumirão o risco das operações de crédito.Em sua nova fase o Move Brasil contempla:1) transportadores autônomos de cargas e pessoas físicas associadas a cooperativas;2) empresários individuais;3) empresas do setor de transporte rodoviário e urbano de cargas e passageiros.Pela regulamentação feita hoje, as taxas de remuneração das fontes públicas (os fundos) variam conforme o perfil do mutuário da linha e critérios de sustentabilidade, da seguinte maneira:1% ao ano: para autônomos que adquirirem veículos novos ou seminovos com comprovação de sucateamento do veículo antigo;2% ao ano: para autônomos na aquisição de veículos seminovos sem contrapartida ambiental;3% ao ano: para empresas que adquirirem veículos novos com comprovação de sucateamento;5,5% ao ano: para empresas sem contrapartida ambiental.Já com relação às instituições financeiras (operadores), as taxas de remuneração variam da seguinte forma:até 8,8% ao ano para operações com transportadores autônomos;até 3% ao ano para operações com empresas;até 1,25% ao ano para o BNDES.Os prazos de financiamento variam conforme o público e buscam atender a reivindicações do setor de transportadores autônomos de carga, considerando também o funcionamento das linhas do programa em sua primeira edição. Na nova proposta os novos prazos de financiamento, conforme a categoria, foram definidos da seguinte maneira:até 120 meses, com até 12 meses de carência, para transportadores autônomos;até 60 meses, com até 6 meses de carência, para empresas.Em todas as operações manteve-se a restrição de valor máximo do financiamento de até R$ 50 milhões por mutuário.Critérios exigidosA Fazenda sustenta que os critérios de sustentabilidade – especialmente o encaminhamento de veículos antigos para desmontagem – resultam em taxas “significativamente mais baixas”, incentivando a renovação da frota com menor impacto ambiental.Os critérios ainda exigirão conteúdo nacional nos veículos a serem financiados e níveis e emissões de poluentes alinhados ao Programa de Controle de Emissões Veiculares (Proconve), conforme regulamentação a ser feita pelo Ministério do Desenvolvimento da Indústria, Serviços e Comércio (MDIC).“O Move Brasil busca fortalecer a resiliência do setor de transporte frente a choques externos, reduzir custos operacionais e contribuir para a sustentabilidade ambiental e econômica. A medida integra a estratégia do governo federal de modernização da infraestrutura produtiva e de promoção da eficiência logística nacional”, finaliza a Fazenda.The post CMN regulamenta programa para renovação da frota de caminhões e ônibus appeared first on InfoMoney.
