Copastur chega a R$ 2 bilhões sem investidores e segue “vendendo o sonho de viajar”

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Muito antes de faturar mais de R$ 2 bilhões por ano, a Copastur era apenas uma pequena operação no centro de São Paulo. Aos 17 anos, Edmar Augusto Bull, enxergou uma oportunidade de negócio ao notar que os clientes não buscavam apenas passagens, mas a realização de um desejo. Foi então “vendendo o sonho de viajar”, que em 1982, ele começou uma das maiores empresas de turismo do Brasil.Desde 2023, à frente da companhia fundada por seu pai, Edmar Mendoza Bull, CEO da Copastur, defende que a sustentabilidade financeira e a velocidade de decisão de uma empresa familiar continuam sendo vantagens competitivas importantes em um mercado cada vez mais disputado.“A gente ainda não enxergou nada que faça sentido a gente mudar a nossa posição e o negócio é sustentável, ele dá resultado”, disse Edmar Bull, durante entrevista para o programa Do Zero ao Topo, sobre a decisão da Copastur de crescer sem investidores externos.Mais de cinco décadas depois, a empresa especializada em viagens corporativas, que nunca recebeu aporte externo, se transformou em uma agência 360, uma verdadeira biosfera que conecta viagens corporativas, de lazer, logística complexa e experiências de alto padrão.Da agência de viagens para um ecossistemaA trajetória da Copastur começou no mercado corporativo, mas a companhia foi ampliando sua atuação à medida que identificava novas demandas dos clientes.Hoje, além da operação principal de viagens corporativas, o grupo reúne outras marcas como, por exemplo, a Aquarela, focada em eventos corporativos e viagens de incentivo, a Goya Travel, especializada em turismo de luxo, e a Pass For All, voltada para documentação e vistos.Segundo Bull, o objetivo é ocupar cada vez mais espaços na jornada dos clientes empresariais.“Quando a gente olha para essas marcas que a gente criou, são sempre marcas que estão gerando algum valor agregado para o nosso cliente naquele momento e que a gente está abrangendo outros mercados”, afirmou o CEO. “A gente pode ser um parceiro a 360 em termos de serviço para o nosso cliente B2B”, disse.A estratégia passa por oferecer desde viagens executivas para presidentes de grandes empresas até deslocamentos operacionais, eventos corporativos e programas de relacionamento.R$ 2 bilhões sem investidoresMesmo diante do crescimento acelerado, a empresa afirma não enxergar necessidade de buscar capital externo. Para Bull, a estrutura familiar garante agilidade nas decisões e permite uma visão de longo prazo menos dependente das pressões de curto prazo normalmente associadas ao mercado financeiro.“A diferença e o ganho competitivo é a velocidade. Você tem um poder de decisão e uma velocidade maior do que quando você tem diversos acionistas”, disse.O plano agora é manter o ritmo de expansão. Segundo o CEO, a empresa trabalha com uma meta de crescimento de 12% ao ano nos próximos exercícios.Além disso, a companhia aposta no fortalecimento do turismo corporativo no Brasil, especialmente com a expansão econômica de regiões como Norte e Nordeste.Para saber mais detalhes sobre a Copastur veja o episódio completo no Do Zero ao Topo. O programa está disponível em vídeo no YouTube e em sua versão de podcast nas principais plataformas de streaming como ApplePodcasts, Spotify, Deezer,  Spreaker,  Castbox  e  Amazon Music.Sobre o Do Zero ao TopoO podcast Do Zero ao Topo é uma produção do InfoMoney e traz, a cada semana, a história de mulheres e homens de destaque no mercado brasileiro para contar a sua história, compartilhando os maiores desafios enfrentados ao longo do caminho e as principais estratégias usadas na construção do negócio.The post Copastur chega a R$ 2 bilhões sem investidores e segue “vendendo o sonho de viajar” appeared first on InfoMoney.

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