Dias depois de ser alvo da 10ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga uma suposta estrutura montada para defender interesses do Banco Master nas redes sociais, o empresário Thiago Miranda anunciou nesta segunda-feira o encerramento das atividades da agência MiThi, empresa de comunicação da qual é fundador.Em publicação nas redes sociais, Miranda afirmou que, “depois de uma década de muito trabalho, desafios e conquistas”, decidiu encerrar as atividades da empresa para iniciar “um novo ciclo” profissional. O empresário agradeceu a clientes, amigos e parceiros, sem fazer qualquer referência à operação conduzida pela Polícia Federal.Leia tambémEscalada das tensões EUA-Irã e fala do Fed: o que fez o Ibovespa cair 1,20% nesta 2ªFala de Christopher Waller, membro votante do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), do Federal Reserve, também abalou mercadoO que se sabe sobre a greve dos caminhoneiros, anunciada nesta segunda-feira (13)Categoria pressiona Senado para votação da Medida Provisória do Piso do Frete, que perde validade na quinta-feira (16)“Sou profundamente grato a todos os clientes, amigos e parceiros que fizeram parte dessa trajetória e confiaram no nosso trabalho ao longo desses anos”, escreveu.A postagem foi acompanhada de uma nota oficial em que a MiThi informa que encerra suas operações após dez anos de atuação no mercado de comunicação e branding. O texto afirma que a decisão decorre de uma “reorganização estratégica” e que a empresa cumprirá normalmente suas obrigações de transição com clientes e parceiros. A nota também não menciona a investigação da PF.O anúncio ocorre quatro dias após Miranda ter sido alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da investigação sobre o Banco Master. A Polícia Federal passou a apontá-lo como um dos articuladores do chamado “Projeto DV”, iniciativa que, segundo a corporação, contratava influenciadores digitais para publicar conteúdos favoráveis ao banco e críticos ao Banco Central após a liquidação da instituição.Segundo a decisão de Mendonça, a PF também atribui a Miranda participação na tentativa de levantar informações sobre jornalistas e outros personagens considerados adversários dos interesses de Daniel Vorcaro, fundador do Master. Em depoimento prestado anteriormente, o empresário admitiu ter coordenado a contratação de influenciadores, mas afirmou que sua atuação se restringia à prestação de um serviço de gestão de crise.Na ocasião da operação, a defesa de Thiago Miranda negou a prática de qualquer irregularidade e afirmou que o empresário sempre atuou dentro da legalidade, sustentando que a existência da investigação não autoriza conclusões antecipadas sobre sua responsabilidade.The post Empresário anuncia encerramento de agência dias após ser alvo da PF no caso Master appeared first on InfoMoney.
