A Uefa ‘marcou um golaço’ nesta Copa do Mundo ao confirmar Omar Abdulkadir Artan para a decisão da Supercopa da Europa após o árbitro da Somália ser impedido de entrar nos Estados Unidos para apitar jogos ao negar seu visto. A atitude acabou ficando de lado, porém, após o presidente da entidade, Aleksander Ceferin, pecar em uma fala e dizer que jogos de algumas seleções seriam “desinteressantes”.Ceferin acabou diminuindo algumas seleções da Copa do Mundo ao reprovar a competição com 48 classificadas. A revolta das seleções africanas, reforçadas de Curaçao, Haiti e Uzbequistão veio em uma nota de repúdio ao desprezo do dirigente e com uma mensagem clara de que seus jogos não são “insignificantes.”Leia tambémComo fica a situação do Brasil na Copa do Mundo ao fim da 1ª rodada do Grupo CVitória da Escócia sobre o Haiti coloca país europeu no topo da tabela, obrigando seleção brasileira a vencer na sexta-feira para não ver vaga ameaçadaASSISTA AOS GOLS: Escócia vence no grupo do Brasil, mas Haiti compete de igualVitória escocesa é fim de tabu de 36 anos desde que o país não ganhava uma partida“As federações de futebol de Cabo Verde, Curaçao, Uzbequistão, Congo, Haiti, Argélia, Tunísia, Marrocos, Egito, Gana, Senegal, Costa do Marfim e África do Sul expressam sua profunda decepção após as recentes declarações do presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, a respeito da expansão da Copa do Mundo da Fifa e da classificação de diversas partidas como desinteressantes”, protestou as Federações em nota conjunta divulgada neste domingo.“Para os nossos países, nenhuma partida da Copa do Mundo da Fifa é insignificante. Para os nossos países, a classificação para a Copa do Mundo da Fifa representa uma conquista histórica e a realização de um sonho compartilhado por gerações”, mostrou orgulho as seleções.A bronca ao dirigente foi além. “Sugerir que algumas de nossas partidas serão de alguma forma menos importantes é profundamente decepcionante e equivale a ignorar os esforços, sacrifícios e aspirações de jogadores, treinadores, clubes, dirigentes de futebol e torcedores de todo o mundo.”As seleções aproveitaram para mostrar seu orgulho por estarem na disputa de campos norte-americanos, canadenses e mexicanos. “Por trás de cada qualificação, existem anos de trabalho e investimento. Por trás de cada seleção nacional, existem comunidades inteiras e milhões de pessoas que valorizam o futebol como fonte de orgulho, esperança e união.”The post Federações africanas, Haiti e Uzbequistão detonam Uefa: ‘Não somos insignificantes’ appeared first on InfoMoney.
