Geração de ouro da França fica de coração partido, à espera da Era Zidane

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A eliminação da França nas semifinais da Copa do Mundo deixou uma das gerações mais talentosas do país tendo que lidar com mais uma decepção, mas uma nova era se aproxima, com Zinedine Zidane pronto para aproveitar o extraordinário talento individual do elenco na tentativa de conquistar o terceiro título mundial.A derrota por 2 x 0 para a Espanha na última terça-feira (14) foi especialmente dolorosa pela maneira como ocorreu.A França havia chegado a Dallas após seis vitórias consecutivas e sonhando com uma terceira final seguida de Copa do Mundo, mas, diante de seu primeiro teste verdadeiramente difícil no torneio, foi superada técnica e taticamente e nunca pareceu capaz de mudar o rumo da partida.Foi sua terceira derrota consecutiva em uma semifinal para a Espanha, após a Eurocopa de 2024 e a Liga das Nações, e mais uma oportunidade perdida para um grupo que conta com Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé, Michael Olise, Désiré Doué, Bradley Barcola e uma série de jogadores que ainda estarão no auge das suas carreiras, ou se aproximando dele, quando chegarem a Euro de 2028 e a Copa do Mundo de 2030.Apesar de todo esse talento, a França não conseguiu se impor na hora mais decisiva. A Espanha controlou a posse de bola e o ritmo do jogo, e as tentativas da França de pressioná-la para cometer falhas fracassaram em meio a muitos erros técnicos.“Não jogamos a partida que queríamos, seja taticamente ou tecnicamente”, disse Mbappé. “Quando você não faz o que tem que fazer em uma semifinal de Copa do Mundo, você não vence.”Leia mais: Semifinais da Copa: veja quais são os jogos, datas e horários até a finalO capitão reconheceu que a Espanha foi superior no controle do jogo e disse que a França não conseguiu alterar o equilíbrio de forças.“Perdemos para nós mesmos. Não perdemos por causa do árbitro, e não perdemos para a Espanha”, disse Rayan Cherki, que entrou no segundo tempo.Caos na Copa do Mundo de 2010A derrota encerra o extraordinário reinado de 14 anos de Didier Deschamps após a disputa pelo terceiro lugar no sábado, pondo fim a uma era em que a França se tornou uma potência nos grandes torneios.Quando Deschamps assumiu o comando em 2012, ele reconstruiu uma seleção nacional que ainda se recuperava do caos da Copa do Mundo de 2010, quando uma revolta dos jogadores e um boicote aos treinos mergulharam o futebol francês em crise.Ele levou a equipe ao título em 2018 e a mais uma final quatro anos depois.Sua ênfase pragmática no equilíbrio, na disciplina e na gestão dos torneios rendeu resultados várias vezes, mesmo que nem sempre tenha maximizado o potencial ofensivo à sua disposição.Leia mais: Yamal provoca França após classificação da Espanha para a final da Copa: “Pardon”Seu provável sucessor herdará uma estrutura muito mais saudável do que aquela que Deschamps assumiu, com a França agora capaz de contar com uma riqueza de talentos inigualável pela maioria de seus rivais.Zidane ainda não foi contratado oficialmente, mas o ex-capitão da França e ex-técnico do Real Madrid há muito tempo é considerado o próximo da fila. Seu desafio, caso realmente assuma o cargo, seria menos encontrar jogadores e mais encontrar a estrutura capaz de extrair o melhor deles coletivamente.A evolução da França durante a competição, especialmente o desenvolvimento de seu jogo ofensivo e o surgimento de Olise como uma força criativa, será um incentivo para Zidane, caso ele seja contratado.No entanto, a maneira como a equipe desmoronou contra a Espanha também deixou claro quanto trabalho há pela frente para transformar esse potencial em um sucesso duradouro.Para a geração de Mbappé, de 27 anos, o tempo ainda não está se esgotando. Mas as oportunidades nesse nível são finitas. A França perdeu a final da Copa do Mundo de 2022 nos pênaltis e agora viu a Espanha acabar com suas esperanças em três grandes torneios consecutivos.A era Deschamps deixou a seleção acostumada a chegar às fases finais das competições.A tarefa de quem quer que seja seu sucessor — com todos os olhos inevitavelmente voltados para Zidane — será garantir que uma geração abençoada com um talento quase sem precedentes não termine com mais lembranças do que poderia ter sido do que com troféus.The post Geração de ouro da França fica de coração partido, à espera da Era Zidane appeared first on InfoMoney.

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