A Hapvida (HAPV3) reportou lucro líquido ajustado de R$ 12,5 milhões no segundo trimestre de 2026, uma queda de 95,8% em relação aos R$ 299,5 milhões registrados no mesmo período do ano passado. Na comparação com o primeiro trimestre, o indicador recuou 94,9%.O lucro líquido contábil foi negativo em R$ 217,1 milhões no trimestre, ante prejuízo de R$ 205,8 milhões um ano antes. A companhia destacou que o lucro ajustado exclui efeitos como amortização de intangíveis e programas de incentivo de longo prazo.A receita líquida somou R$ 7,97 bilhões entre abril e junho, crescimento de 3,9% na comparação anual, impulsionada principalmente pelos reajustes de preços dos contratos de saúde. Já o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado atingiu R$ 504,4 milhões, queda de 44,3% frente ao segundo trimestre de 2025. A margem EBITDA ajustada recuou de 11,8% para 6,3%.A administração atribuiu o desempenho mais fraco à sazonalidade desfavorável do período, ao aumento da utilização dos serviços médicos e ao maior volume de despesas judiciais, em um trimestre ainda marcado pelo início do processo de reestruturação operacional anunciado no começo do ano.A receita líquida avançou para R$ 7,97 bilhões, beneficiada principalmente pelo reajuste das mensalidades dos planos de saúde. A receita dos planos médicos cresceu 3,6% na comparação anual, para R$ 7,79 bilhões, enquanto os serviços médico-hospitalares avançaram 11,7%, para R$ 242,5 milhões.Leia tambémBanco do Brasil (BBAS3) pagará R$ 584,9 milhões em JCP complementar do 2º trimestreAcionistas receberão R$ 0,102 por ação em juros sobre capital próprio; pagamento ocorrerá em setembro e se soma aos R$ 340,7 milhões já antecipados em junhoBanco do Brasil (BBAS3) tem lucro líquido de R$ 3,9 bi no 2T, alta anual de 3,3%Na comparação trimestral, o lucro avançou 13,9%O ticket médio dos planos de saúde atingiu R$ 305,9 por mês, alta de 5,7% em relação ao segundo trimestre de 2025. Segundo a companhia, o avanço reflete os reajustes implementados para recomposição econômica dos contratos.A base de beneficiários de saúde encerrou junho em 8,67 milhões de vidas, redução líquida de 16 mil usuários no trimestre. A companhia informou que parte da queda está relacionada ao processo de revisão da carteira de contratos menos rentáveis e clientes inadimplentes.Por outro lado, os planos odontológicos continuaram apresentando expansão. A base cresceu para 7,29 milhões de beneficiários, com adição líquida de 103 mil vidas no trimestre, impulsionada pela estratégia de cross-selling.Sinistralidade pressiona rentabilidadeA sinistralidade caixa atingiu 75,2%, alta de 1,3 ponto percentual em relação ao segundo trimestre de 2025 e de 3 pontos frente ao primeiro trimestre deste ano.Segundo a companhia, a piora refletiu a sazonalidade historicamente mais desfavorável do período, maior utilização dos serviços médicos e um volume mais elevado de contas médicas processadas, além do crescimento das despesas relacionadas a depósitos judiciais.As contas médicas caixa totalizaram R$ 6 bilhões no trimestre, alta de 5,7% na comparação anual. Os custos assistenciais consolidados alcançaram R$ 6,28 bilhões, avanço de 2,9%.As despesas administrativas caixa cresceram para R$ 673,5 milhões, enquanto as despesas de vendas somaram R$ 676,5 milhões. Entre os fatores de pressão estiveram maiores gastos com contingências cíveis, provisões para perdas com crédito e aumento das comissões comerciais.Com isso, o EBITDA ajustado caiu para R$ 504,4 milhões, ante R$ 905,4 milhões um ano antes. A margem EBITDA ajustada recuou de 11,8% para 6,3%.A empresa ressaltou que está promovendo uma ampla reestruturação operacional, com expectativa de capturar ganhos de eficiência, rentabilidade e geração de caixa ao longo dos próximos trimestres.Leia mais:Confira o calendário de resultados do 1º trimestre de 2026 da Bolsa brasileiraTemporada de balanços do 1T26 em destaque: veja ações e setores para ficar de olhoNo balanço patrimonial, a posição de caixa e aplicações financeiras somava R$ 8,05 bilhões ao final de junho, queda de 18,2% em comparação com o segundo trimestre de 2025.A dívida líquida alcançou R$ 5,4 bilhões, aumento de 34,4% em relação a um ano antes e de 4,6% frente ao primeiro trimestre. A alavancagem, medida pela relação dívida líquida/Ebitda dos últimos 12 meses segundo o covenant contratual, subiu para 1,61 vez, ante 0,95 vez no segundo trimestre de 2025.A companhia explicou que o aumento da dívida líquida decorreu principalmente do pagamento de juros, do consumo de caixa no período e da redução do EBITDA acumulado dos últimos 12 meses.Apesar disso, a Hapvida encerrou o trimestre com R$ 5,33 bilhões de caixa livre e manteve superávit de capital regulatório em todas as operadoras do grupo, com saldo de R$ 5,25 bilhões ao final de junho.A administração afirmou que as iniciativas em curso para melhorar eficiência operacional, gestão da rede própria e controle de custos assistenciais deverão contribuir para a recuperação da rentabilidade, geração de caixa e desalavancagem ao longo dos próximos trimestres.The post Hapvida (HAPV3): lucro cai 96% no 2º tri, para R$ 12,5 mi; sinistralidade aumenta appeared first on InfoMoney.
