IGP-10 inverte sinal em setembro e sobe 1,47%, com pressão de matérias-primas

Blog

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) subiu 1,47% em setembro, após queda de 0,51% em agosto, informou o Instituto Brasileiro de Economia (FGV/Ibre) nesta quarta-feira (16). A alta no mês foi liderada pelos preços ao produtor, com destaque para os produtos preços ao produtor.O IGP-10 acumula alta de 2,97% no ano e avanço de 3,29% em 12 meses.Leia também: Preços ao produtor sobem e IGP-DI avança 0,06% em agosto após queda em julhoEm setembro, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 1,90%, com os preços acelerando ante a queda de 0,69% observada no mês anterior. Entre os diferentes estágios de processamento, exerceu especial pressão o de matérias-primas brutas, que subiu 3,91% em setembro, ante 0,23% em agosto.Dentro do IPA, os produtos agropecuários subiram 3,15% em setembro (ante alta de 1,96% em agosto). A soja em grão voltou a subir forte (7,50% em setembro ante 8,26% em agosto), bem como o farelo de soja (9,59% ante 4,49%). O preço dos bovinos saiu de deflação de -0,81% para alta de 2,99%, enquanto a carne bovina subiu 3,98%, após queda de 1,10% e agosto.Segundo o FGV/Ibre, o movimento de alta dos produtos agropecuários refletiu, em parte, o aumento das incertezas climáticas com o fortalecimento do El Niño.“Seus efeitos sobre a safra brasileira de grãos ainda não estão materializados, uma vez que o plantio da temporada 2026/27 está apenas começando. No entanto, a perspectiva de um evento climático intenso aumentou o prêmio de risco e estimulou movimentos de antecipação de compras por parte de empresas consumidoras de grãos, contribuindo para a pressão sobre os preços entre agosto e setembro”, diz a nota do FGV/Ibre.Houve, ainda, volatilidade nas commodities da Indústria Extrativa, que vêm respondendo aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. O minério de ferro, por exemplo, passou de queda de ‑3,19% para alta de 2,26% entre agosto e setembro.Preços ao consumidorOs preços ao consumidor verificados pelo IPC-10 apresentaram alta de 0,44% em setembro.Entre as oito classes de despesa que compõem o IPC-10, seis exibiram aumento em suas taxas de variação: Habitação (‑1,10% para 1,68%), Alimentação (‑0,91% para 0,03%), Transportes (‑0,49% para 0,16%), Despesas Diversas (1,08% para 2,11%), Vestuário (‑1,33% para ‑0,20%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,18% para 0,25%).Em contrapartida, duas classes apresentaram recuo: Educação, Leitura e Recreação (0,30% para ‑1,20%) e Comunicação (0,05% para ‑0,04%).Preços da construçãoJá o INCC-10, que mede os preços da construção civil, teve elevação de 0,50% no mês. Nesse indicador, o destaque de alta são os Condutores Elétricos, com variação acumulada de 23% em 12 meses.“O movimento acompanha a valorização do cobre, sua principal matéria-prima, em um cenário de restrições à expansão da oferta mundial e aumento da demanda associada à eletrificação, à expansão das redes elétricas e aos investimentos em infraestrutura para centros de dados e inteligência artificial”, afirma em nota Matheus Dias, economista do FGV/Ibre.O período de coleta de preços para o indicador de setembro foi de 11 de agosto de 2026 a 10 de setembro de 2026.(Com Estadão Conteúdo)The post IGP-10 inverte sinal em setembro e sobe 1,47%, com pressão de matérias-primas appeared first on InfoMoney.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *