Mães 35+ no mercado de trabalho exigem nova atitude das empresas, aponta Infojobs

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As mulheres no mercado de trabalho estão se tornando mães mais tarde, com quase metade (48%) chegando a essa fase da vida na faixa etária acima dos 35 anos (35+), de acordo com uma pesquisa do Infojobs divulgada com exclusividade para o InfoMoney. Entre elas, 20% têm de 35 a 44 anos e 28% estão acima dos 45 anos.Esta realidade está mudando a dinâmica das empresas, já que essas mulheres chegam à maternidade já inseridas em projetos relevantes e ocupando posições de liderança intermediária, com trajetórias de consolidação, segundo Ana Paula Prado, CEO da Redarbor Brasil, detentora do Infojobs.“A maternidade passou a acontecer em momentos diferentes da carreira e isso exige que as empresas revejam não apenas políticas internas, mas a forma como enxergam desenvolvimento, permanência e crescimento profissional ao longo da vida”, afirma.Leia também: Mulheres recebem 21,3% a menos que homens em empresas com 100 ou mais funcionáriosMaternidade tardia impacta liderança e retenção de talentosPrado explica que, nesta etapa da vida pessoal e profissional, essas mulheres tendem a ter maior clareza sobre seus limites e prioridades, o que pode criar tensão em modelos rígidos de trabalho. A pesquisa indicou que 25% deixaram de se candidatar a vagas de maior responsabilidade em empresas que não ofereciam suporte para equilibrar carreira e família, e 13% relataram que preferiram estabilizar na função atual para conciliar as prioridades. Para as empresas, os dados apontam para um risco de perder talentos e oportunidades de ganhos.Ao mesmo tempo, 54% apontam políticas reais de flexibilidade e apoio corporativo como fator essencial para conciliar maternidade e ascensão profissional, enquanto 53% destacam a importância de lideranças inclusivas.  Leia também: Autonomia financeira é prioridade para mulheres, aponta pesquisaFalta de flexibilidade afasta profissionais sênioresPrado afirma que o mercado ainda reage de forma lenta a essa transformação, porque as políticas internas continuam sendo pensadas para um perfil profissional que está em mutação. Essa falta de adaptação e flexibilidade reflete no dado em que 42% dizem não se sentir à vontade para priorizar demandas dos filhos sem receio de prejudicar o crescimento profissional, enquanto 30% relatam aumento de questionamentos sobre horários e dedicação após a maternidade.  “Quando maternidade e carreira são tratadas como caminhos incompatíveis, todos perdem. A profissional, que vê seu potencial limitado, e a empresa, que desperdiça talento. O avanço real passa por criar estruturas de apoio para que nenhuma mulher precise escolher entre crescer no trabalho e estar presente na família”, diz Ana Paula Prado.O Censo de 2022, divulgado no ano passado, já apontava essa mudança na dinâmica da fecundidade do país. Os dados indicavam que as mulheres mais escolarizadas estavam tendo filhos mais tarde – na média, quem tinha ensino superior completo estava tendo filho acima de 30 anos.The post Mães 35+ no mercado de trabalho exigem nova atitude das empresas, aponta Infojobs appeared first on InfoMoney.

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